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Detalhes sobre a cidade de Pedras de Maria da Cruz

José Geraldo Mendonça *

Dona Maria da Cruz era pertencente à família da Torre, e casada com Salvador Cardoso de Oliveira, que era sobrinho de Matias Cardoso de Almeida, fundador das Comunidades de Morrinhos, Amparo e São Romão, além de outras menores nas barrancas do Rio, como Porto de Salgados (hoje Cidade de Januária). Tinha uma filha casada com Domingos Martins Pereira, que era irmão do Vigário Geral da Bahia. Ela era uma pessoal maguinânima, caridosíssima, dotado de um espírito verdadeiramente cristão. A casa grande de sua fazenda, Pedras de Baixo era um orfanato. Ela sustentava e cuidava dos enfermos e inválidos. Provia a educação dos menores, pagando os mestres de leitura, música e ofício. Casava as moças e empregava os jovens. Mantinha o culto religioso na capela da fazenda. Era a vida e alma daquela região. A sua Fazenda Pedras de Baixo era administrada com maestria por sua proprietária Dona Maria. Tudo se tornava mais fácil para ela, uma vez que todos a adoravam como a uma santa.

Na revolta contra a cobrança pelos quintos atrasados pelo Governador Martinho Mendonça, ela e seu filho Pedro Cardoso de Oliveira, foram considerados os cabeças do movimento por causa do prestígio que desfrutavam nos altos sertões do São Francisco e Rio Verde.

Tudo começou quando o filho do Mestre de Campo Antônio Gonçalves Figueira, fundador das Fazendas: Brejo Grande, no Rio Pardo, Olhos D´água e Boa Vista, em Gameleira, Jaíba, no Rio Verde, e Fazenda dos Montes Claros, foi preso na Fazenda dos Montes Claros, onde estava residindo como administrador da mesma, desde que o seu pai voltou para a sua Vila natal, Santos, onde pretendia passar o resto dos seus dias ao lado dos amigos e parentes. Sendo que a prisão de André Gonçalves Figueira na Fazenda dos Montes Claros não tem registro, segundo Diogo de Vasconcelos, no seu livro “Histórias Antigas de Minas”. E segundo ele tudo se deu por causa da devassa, que era como se chamava a cobrança dos impostos atrasados, o quinto. Sendo que tudo começou quando o Rei de Portugal designou para Governador da Província de Minas Gerais o Fidalgo Português Gomes Freire de Andrade, em 1735. O Gomes Freire era um homem maneiroso, que apoiado com o prestígio do seu nome, aliado ao bom senso e uma boa dose de tolerância, resolveu não cobrar os quintos atrasados, condição imposta pelo Rei de Portugal, conseguindo com isto exercer a lei dentro da boa ordem e normalidade. Mas o Rei de Portugal queria mais e mais ouro. Insatisfeito com a administração de Gomes Freire, chamou-o ao Rio de Janeiro e mandou em seu lugar para o Governo das Minas Gerais o truculento Martinho Mendonça com a incumbência de receber os impostos atrasados. E para intimidar os contribuintes que estavam em atraso com os impostos cobrados pelo Rei, o quinto, que depois que a produção do ouro na Província entrou em declínio, resolveu que todos os cidadãos daquele momento em diante teriam que pagar o quinto para que a arrecadação na Colônia não tivesse uma queda acentuada, prejudicando os interesses da Coroa Portuguesa. Com isto os fazendeiros, comerciantes e artesões passaram a pagar o quinto que antes só era cobrado dos garimpeiros e negociantes daquele metal. O Martinho Mendonça organizava as expedições que acompanhavam o seu emissário para aplicar a devassa.

O povo das Minas Gerais não aceitava passivamente aquela ação do Governador da Província e reagiam á bala. A primeira se deu barra do Rio das Velhas. A expedição que chegou ali acompanhando o Juiz de Papagaio (Curvelo), Alexandre de Souza Flores, foi recebido à bala pelo Coronel Antônio Tinoco Barcelos e sua gente. No Urucuia não foi diferente. O jovem Matias Cardoso de Oliveira, que era um dos filhos de Dona Maria da Cruz, enxotou o emissário de Matinho Mendonça à bala. Diogo de Vasconcelos deduz daí que a expedição que veio a Fazenda dos Montes Claros tinha um contingente maior de força porque apesar de ter sido rechaçado à bala pelo jovem André Gonçalves Figueira, conseguiu domina-lo e prendê-lo. E segundo consta o incidente da Fazenda Montes Claros não tem registros, mas Dr. Hermes Augusto de Paula acreditava que a contenda ali foi muito seria, pois o André Gonçalves Figueira foi degredado para Angola. E com a prisão deste a Fazenda dos Montes Claros ficou entregue aos agregados. O Sargento-Mor Manoel Ângelo, primogênito de Antônio Gonçalves Figueira assumiu a administração da Fazenda. E foi ele que vendeu a Fazenda ao Alferes José Lopes de Carvalho em 1758, convencido que não era a dele aquela vida no meio rural. A atitude do Governador da Província das Minas Gerais desencadeou um clima de revolta e descontentamento muito forte no povo do Alto Sertão do São Francisco e Rio Verde. Por isto começou a ser organizado um exercito de aproximadamente quinze mil (15.000) homens (segundo o antropólogo Dr. João Batista de Almeida Costa) para marchar contra Vila Rica e derrubar o Governador da Província de Minas Gerais, Martinho Mendonça. E tudo estava preparado para no dia aprazado as forças revolucionarias atacarem Vila Rica.

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