Outros Vermífugos na cidade de Alambari em São Paulo

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Detalhes sobre a cidade de Alambari

A origem do Distrito de Paz de Alambari, pertencente ao município de Itapetininga, data de 1820. Naquela época, o major Domingues Afonso, residente em Itapetininga, seguia viagem para Guaratinguetá acompanhado de sua esposa e de seu filho menor de nome Afonso. Ao atravessar um lajedo o pequeno Afonso caiu do animal em que viajava, fraturando o crânio e ficando desacordado por muitas horas. Domingos Afonso, e sua esposa comprometeram-se em construir uma capela sob a invocação do Senhor Bom Jesus de Alambari, se o seu filho recobrasse os sentidos e se restabelecesse da queda que levara. O pequeno Afonso recobrou os sentidos, ficando, logo depois, completamente restabelecido, permitindo assim que caravana prosseguisse. Mais tarde os pais de Afonso internaram-no em um colégio no município de Itu, recomendando-o ao Padre Elias do Monte Carmelo. Concluindo os estudos preparatórios, por volta de 1830, Afonso seguiu para São Paulo, onde matriculou-se no Seminário. Após ser ordenado sacerdote, voltou o jovem Afonso para Itapetininga. Enquanto isso, Domingos Afonso e sua mulher, seus pais, não esqueceram a promessa feita, e davam andamento à construção da capela no lugar onde Afonso caíra há anos atrás. Para o levantamento das paredes foi contratado o seu primo Joaquim da Fonseca, sendo que o madeiramento e cobertura ficaram sob a responsabilidade de Antonio Lopes Seabra. Desejando que seu filho desempenhasse as funções eclesiásticas na capela em construção, Domingos Afonso e sua mulher construíram uma casa nas proximidades da mesma, onde passaram a residir. A capela de Alambari só foi construída em 1842, e o branqueamento da parte externa iniciou-se a 7 de Janeiro de 1843 pelo mestre Tomé Tadeu Aires, contratado por João de Moura, primeira autoridade policial da já então povoação. Entretanto, por uma fatalidade, o Padre Afonso não chegou a residir em Alambari, pois foi atacado de uma pertinaz moléstia e veio a falecer. O primeiro vigário que chegou a Alambari foi o Padre Isidoro de Campos, natural de Porto Feliz, que ali residiu durante alguns anos. Com o aumento rápido da população do referido povoado devido à chegada de famílias vindas de Jacareí, Sorocaba, e de outros pontos da província, as pessoas influentes do lugar, trabalhando pela sua prosperidade, requereram e obtiveram da Assembleia Provincial que a povoação de Alambari fosse elevada a categoria de Freguesia, pela Lei n°. 7 de 12 de Abril de 1861 que a elevou também a categoria de Paróquia.

Fachada da Igreja do Bom Jesus de Alambari
Alambari Industrial

O mato de Alambari, outrora existente nas proximidades da Vila, denominou-se durante muitos anos, Mato das Pederneiras, devido à grande quantidade de pedra de fogo que era retirada das rochas ali existentes, o que deu motivo a que as pessoas pobres para ali afluíssem, entregando-se à sua extração. A industria da pedra de fogo, foi por muito tempo lucrativo comércio, pois, as praças de Itapetininga, Sorocaba, São Paulo e Santos, preferiam produto de Alambari, devido a sua ótima qualidade. Essa industria, denominada, DAS PEDERNEIRAS, no Alambari existiu, ao que parece, por longo tempo. Eis que o Sait Hilaire escreveu sobre esse assunto, quando de sua passagem por Itapetininga, em 1820. “Na época de minha passagem, Itapetininga estava de posse de um pequeno comércio de pedras de fogo, que, com o decurso dos tempos, deve certamente ter decaído. Vendia-se ali pederneiras aparadas na vizinhança, principalmente em sambas (...). Estas pedras – escrevia Frederico Varnhagem, em 1814, - são excelentes e de cor mais escura do que as que nos vem da França e da Suíça”. “As pessoas pobres aparam-nas com auxilio de pequenos martelos de ferro chatos e de seis polegadas de comprimento sobre uma de largura e de um quarto de polegada de espessura, seguros a um pequeno cabo de madeira”. “Um desses operários apara por dia até duzentas destas pedras e por um cento paga-se oito vinténs. Vendem-se em grande quantidade as pedras de fogo de Itapetininga, sendo dali transportadas aos portos de mar, onde são mais estimadas do que as que vem de fora”. Em 1888, um milheiro dessas pedras custava 10$000.

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