Consórcio Rural na cidade de Sete Lagoas em Minas Gerais

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Detalhes sobre a cidade de Sete Lagoas

Quando da Febre do ouro, bandeirantes desbravavam o sertão. Por volta de 1667 chegam os primeiros europeus às terras da atual cidade, componentes da bandeira comandada por Fernão Dias, que se tornou o Governador das Esmeraldas. Dez anos depois, fernão já em idade avançada para a época, no auge de seus 60 anos, ainda queria descobrir esmeraldas para o Rei de Portugal. No trajeto de São Paulo até o Grão Mogol, instala-se nos arredores esperando encontrar alguma novidade de grande utilidade. Encontrou então, em um serrote das Sete Lagoas, um minério argentífero. Há indícios de que o serrote citado por alguns historiadores possa ser a Lapa do Chumbo, da Fazenda das Melancias e que foi pesquisada por vários mineralogistas da época, até mesmo pelo Dr. Teófilo Otoni, nome estreitamente ligado aos fatos que marcaram a vida desta comunidade nos primeiros lustros deste século.

Fernão Dias truxe consigo dois filhos: Garcia Paes que era filho legítimo e José Dias, seu filho natural e criado por si. Este, já cansado de tentar colocar o pai de volta ao seu objetivo inicial, revoltou-se e chefiou uma rebelião. Com a conspiração descoberta, Fernão Dias fez a sentença de que o chefe da rebelião teria que pagar com sua própria vida por seu ato corajoso. José Dias então foi enforcado à vista dos seus companheiros de expedição, que também foram expulsos da bandeira que tentaram prejudicar. Sem lugar, estes expedicionários deixaram o acampamento e vieram acampar às margens do Ribeirão Matadouro, na planície Setelagoana. A várzea do joão Corrêa foi o ponto em que a cidade começou, atualmente conhecido como Bairro da Várzea, o início da grande cidade.

Em 1681, é terminada a bandeira de D. Rodrigo de Castelo Branco, que foi assassinado em Sabará. O local hoje chamado de "Fidalgo", faz parte do município de Pedro Leopoldo e é parte dos componentes desta expedição. Composta de sertanistas e nativos, toma rumo às Sete Lagoas, alojando-se no povoado que nascia. Tribos nômades e pacíficas percorriam a região e sua interação com os novos moradores ocorreu com êxito e naturalidade. As uniões com índias tornou-se comun e fruto dessa união surgia novas famílias que se proloferavam com grande rapidez e respeito.

Em 1700, João Leite da Silva Ortiz, um típico representante da raça do sertanista paulista, filho e Estevão Raposo Bocarro com D. Maria de Abreu Pedroso Leme, sobrinha de Fernão Dias e tataraneta de Brás Cubas, veio para Minas. Os paulistas no século XVIII eram caracterizados pela instabilidade. Não permaneciam em um lugar apenas, estavam sempre à procura de novas e melhores faisquerias, aventuravam-se na procura de novos sertões. Caso típico de Jõao Leite da Silva Ortiz. Em Janeiro de 1711, conquistou a Sesmaria do Cercado. Em 8 de Fevereiro do mesmo ano, conquistou a de Sete Lagoas. Porém João Leite ficou durante poucos anos na posse de sua sesmaria das Sete Lagoas; deixou suas duas conquistas e voltou a São Paulo para organizar sua expedição a Goiás. A Sesmaria de Sete Lagoas foi concedida a Antônio Pinto de Magalhães.

Em 1820 começa o povoamento, quando foi construída a capela de Santo Antônio das Sete Lagoas, existente até os dias atuais e rodeada pela nova, grande e próspera cidade.

O distrito de Sete Lagoas deve sua criação à Lei provincial n.° 211, de 7 de abril de 1841. Em 24 de novembro de 1867, a Lei provincial n.° 1.395 criou o município, com território desmembrado do de Santa Luzia do Rio das Velhas, posteriormente Santa Luzia, ou ainda deste e dos de Sabará e Curvelo. Verificou-se a instalação a 27 de novembro de 1871.


Subdivisão
Microlocalização

A área de influência de Sete Lagoas, com mais de 500 mil habitantes, abrange cerca de 38 municípios das diversas microrregiões da mesorregião Metalúrgica. A microrregião Calcários de Sete Lagoas é formada pelos municípios de Araçaí, Baldim, Cachoeira da Prata, Caetanópolis, Cordisburgo, Fortuna de Minas, Funilândia, Inhaúma, Jaboticatubas, Jequitibá, Maravilhas, Papagaios, Paraopeba, Pequi, Santana de Pirapama, Santana do Riacho.

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