Veja mais detalhes de Indaiatuba
Município de Indaiatuba
Vista parcial do Parque Ecológico de Indaiatuba
"Cidade dos Indaiás"
Brasão de Indaiatuba
Bandeira de Indaiatuba
Brasão Bandeira
Hino
Aniversário
Fundação 9 de dezembro de 1830
Gentílico indaiatubano
Lema
Prefeito(a) Reinaldo Nogueira Lopes Cruz (PDT)
(2009 – 2012)
Localização
Localização de Indaiatuba
Localização de Indaiatuba em São Paulo
Localização de Indaiatuba em Brasil
Indaiatuba
Localização de Indaiatuba no Brasil
23° 05' 24" S 47° 13' 04" O23° 05' 24" S 47° 13' 04" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Campinas IBGE/2008 [1]
Microrregião Campinas IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Campinas
Municípios limítrofes Monte Mor e Campinas (N), Itupeva (L), Elias Fausto (O), Itu, Salto e Cabreúva (S).
Distância até a capital 90 km
Características geográficas
Área 310,564 km²
População 183.803 hab. est. IBGE/2009 [2]
Densidade 583,2 hab./km²
Altitude 624 m
Clima tropical de altitude Cwa
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,829 (SP: 35°) – elevado PNUD/2000 [3]
PIB R$ 3.414.342 mil (BR: 90º - RMC: 5º) – IBGE/2005 [4]
PIB per capita R$ 19.407,00 IBGE/2005 [4]

Indaiatuba é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a 23º05'25" de latitude sul e 47º13'05" de longitude oeste, a uma altitude de 624 metros. Sua população estimada em 2009 era de 183.803 habitantes.[2]

Índice

História

  • Data de elevação do então povoado de Cocais a freguesia da vila de Itu, com a denominação Indaiatuba, data que se tornou aniversário da cidade: 9 de dezembro de 1830 (179 anos)

O nome Indaiatuba é uma junção de dois termos da língua tupi-guarani: "Indaiá" que designa um tipo de palmeira, e "tuba", que equivale a grande quantidade. Portanto "Indaiatuba" significa muitos "Indaiás". A denominação se prendeu às características da paisagem e da vegetação da localidade, hoje já alteradas. Tornou-se oficial em 1830, embora haja notícia de que tenha sido utilizada anteriormente.

A existência marcante de palmeiras do tipo "Indaiá", carregadas de pequenos cocos, fez com que Indaiatuba tivesse recebido, entre meados do século XVIII e início do século XIX, a denominação de "Cocais". O povoado que deu origem ao município teria recebido primeiramente o nome de "Votura", designação do ribeirão cuja foz era próxima ao local da povoação.

Crescimento demográfico

A partir do final do século XIX Indaiatuba recebeu muitos imigrantes da Suíça, Alemanha, Itália, Espanha e, já no século XX, imigrantes do Japão. Esses homens e mulheres dedicaram-se principalmente à agricultura, mas também ao comércio, às oficinas e manufaturas. Com sua economia dividida entre a cultura de café e batata e algumas pequenas fábricas, a cidade cresceu pouco na primeira metade do século XX. Em 1950 havia 11.253 habitantes no município. Em 1964 eram 22.928. A partir daí o crescimento acelerou-se, baseado principalmente na expansão da indústria e de serviços. Em 1991 o censo registrou 92.700 habitantes, número que em 2000 saltou para 146.829, e continua crescendo.

Geografia

Monumento de inauguração da Avenida Conceição, uma das mais importantes do município, contendo a frase: "Indaiatuba: Nosso sol tem calor de amizade".

Com uma população de 183.803 habitantes[2], Indaiatuba situa-se a 90 km da capital paulista e a apenas 25 km de Campinas. Apresenta uma localização privilegiada, a 10 quilômetros do Aeroporto Internacional de Viracopos, boa infra-estrutura e bons indicadores de qualidade de vida.[carece de fontes?]

Relevo

O relevo de Indaiatuba é uma depressão relativa, onde sua região é mais baixa que as áreas adjacentes, dominantes as formas de planície aluvial, colinas, morros e morrotes.

Hidrografia

  • Rio Jundiaí
  • Rio Capivari Mirim
  • Ribeirão Piraí
  • Córrego Barnabé

Demografia

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 12,9

Expectativa de vida (anos): 72,9

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 1,9

Taxa de Alfabetização: 92,3%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,829

  • IDH-M Renda: 0,898
  • IDH-M Longevidade: 0,798
  • IDH-M Educação: 0,791

(Fonte: Atlas IDH 2000 - PNUD)

Economia

Comércio

Na década de 30 a dependência comercial de Indaiatuba era muito grande, pois, para a obtenção de grande parte das mercadorias e serviços existentes, seus moradores tinham que recorrer a cidades mais desenvolvidas, como Campinas e Itu. Com o desenvolvimento industrial e o crescimento populacional que foi se processando na década de 70, a sociedade atingiu níveis financeiros maiores, o que aumentou a demanda por serviços e mercadorias. Devido às condições que se formavam na época, a cidade de Indaiatuba sentia que deveria diminuir sua dependência em relação a outras cidades. Nesse período, a concentração comercial era praticamente no centro da cidade. Entretanto, com o surgimento de novos núcleos habitacionais e a formação de outros bairros, o comércio foi se expandindo e descentralizando-se. É o caso, por exemplo, dos pólos comerciais da Cidade Nova, Cecap e Jardim Morada do Sol, que com sua expansão, também vêm se unindo ao comércio de outros bairros.

A cidade deixava gradualmente sua tradição agrária e começava a se inserir num contexto urbano, condicionando sua população a uma mudança de valores e costumes levados por um mercado representativo e atrativo, alguns segmentos comerciais, que atuavam em outras cidades com suas redes de lojas, vieram se instalar em Indaiatuba. No final da década de 70 e início da de 80, devido à falta de concorrência em alguns segmentos comerciais, muitos consumidores iam buscar em outras cidades, como Campinas, produtos oferecidos na cidade. Mas atualmente a realidade é outra.

A concorrência entre vários estabelecimentos comerciais de Indaiatuba que ofereceriam os mesmos tipos de mercadorias e serviços, criou diversas opções para os consumidores. Portanto, hoje é possível adquirir a preços competitivos muitas mercadorias que antes, mesmo existindo em Indaiatuba, eram buscadas em outras cidades. Devido a essas e outras mudanças que ocorreram no cenário econômico, os consumidores passaram a ser mais críticos em relação à qualidade e preço dos produtos que pretendem adquirir. Assim, o mercado passou a exigir muito mais dos comerciantes.

Indústria

O município vem aumentando seu pólo industrial nos últimos anos, principalmente devido à vinda de grandes empresas de outras cidades do estado de São Paulo.

Indaiatuba possui grandes empresas do setor automotivo como a Toyota Motor do Brasil e o campo de provas da General Motors, além das unidades fábris da Unilever, Mann+Hummel (Filtros Mann), Yanmar do Brasil, TMD Friction/COBREQ, BASF, Plastek do Brasil, o Centro de Tecnologia da Ericsson dentre outras, que criaram vários empregos na cidade.

A partir de 1920 começaram a se instalar no município as primeiras unidades industriais.

Entre os anos de 1930 e 1945 instalaram-se diversas indústrias de transformação de madeira, teve destaque especial a indústria de cabos de guarda-chuva, cuja produção era vendida para todo o país. Após 1945, instalaram-se e tiveram expansão no município as indústrias têxteis.

Na década de 1960, o município recebeu grandes indústrias mecânicas e metalúrgicas. Em 1980, estavam instaladas 422 indústrias no município.

Como muitas outras cidades da região, antes da década de 70, Indaiatuba era uma cidade de predominância rural e provavelmente não imaginava o papel que iria representar no contexto econômico nacional. Atualmente a realidade é bastante diferente daquela que se apresentava há 25 anos.

O grande salto em busca do desenvolvimento de Indaiatuba foi dado com a criação do Distrito Industrial em agosto de 1973, no governo do prefeito Romeu Zerbini, que criou no ano seguinte uma lei de incentivos às indústrias que se instalassem no município. Em 1970 havia 37 indústrias em atividade na cidade e esse número subiu para 75 em 1975.

As condições para o progresso da cidade seriam favorecidas pelo seu potencial energético; sua localização em relação aos grandes centros industriais e comerciais; as opções de vias de acesso a outras cidades, o que facilitava o escoamento de sua produção e suas relações comerciais. Na década de 70, a cidade começou a receber grande número de migrantes e a demarcação da área do Distrito Industrial teve que sofrer algumas mudanças, para ceder espaço à ampliação residencial que foi se processando com esse fluxo migratório. Os conjuntos habitacionais do Bairro Cecap, por exemplo, surgiram dessas mudanças.

Em 1974 foi fundada a Associação das Indústrias do Município de Indaiatuba (Aimi) e, nesse período, alguns empresários começaram a reivindicar a criação de uma unidade do Serviço Nacional da Indústria (SENAI) na cidade, pois a maior parte da formação profissional dos moradores de Indaiatuba era feita no SENAI de Itu.

Essa deficiência começou a ser sanada com a criação da Fundação Indaiatubana de Educação e Cultura (FIEC), em 1985 e a introdução do primeiro curso técnico de mecânica em 1986.

Agricultura

Na segunda metade do século XIX, tinham maior importância econômica a cultura de cana-de-açúcar e a do café.

A década de 1930 assistiu a emergência da cultura do tomate, sobretudo em função da fixação de famílias japonesas no município. O município foi durante muito tempo, exclusivamente, produtor de café, algodão e batata. Nos últimos anos as culturas permanentes, notadamente a fruticultura, vêm aumentando progressivamente a sua produção em relação às culturas temporárias, a exemplo da uva, morango (100 mil pés com produção anual de 50 toneladas); tomate (2 milhões de pés e produção de 400 mil caixas); batata (área plantada de 200 alqueires e produção de 300 mil sacas).

A uva é hoje a principal cultura agrícola do município, um dos maiores produtores estaduais, sendo o 5º maior produtor [5]. Com mais de 10 milhões de pés produzindo aproximadamente cerca de 4 milhões de caixas por ano, completa o abastecimento no estado de São Paulo. E na agricultura temporária se destaca, atualmente, a cana-de-açúcar, com uma produção de 208.592 toneladas em 2005.

Pecuária

A pecuária não tem grande importância para o município, avicultura, bovinos, suínos e eqüinos em uma quantidade não muito expressiva. O rebanho de suínos é de 9.048 cabeças, sendo o 33º maior rebanho do estado[6].

Educação

Ensino médio

  • Escola Estadual Dom José de Camargo Barros - pública;

Ensino técnico

  • Fundação Indaiatubana de Educação e Cultura (FIEC) — pública;
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) — público;
  • Centro Metropolitano de Ensino Profissional (CEMEP) - privada;
  • Colégio Barão de Mauá - privada;
  • Colégio Candelária -privada;

Ensino superior

  • Faculdade Anhanguera de Indaiatuba — privada;
  • Faculdade Max Planck — privada;
  • Faculdade de Tecnologia de Indaiatuba (FATEC) - Centro Paula Souza — pública;

Pós-graduação

  • Faculdade Anhanguera de Indaiatuba — privada;

Transportes

Transporte Urbano

Antiga Estação de Trem Itaici, que perdeu suas funções em 1980.

O serviço de transporte público no município é realizado pela Viação Guaianazes de Transportes LTDA que conta com uma frota de aproximadamente 70 veículos que atendem o município através de 23 linhas que operam das 4h40min a 1h. A cidade conta com três terminais de ônibus urbano de pequeno porte: Praça Dom Pedro II (Centro), Jd. Morada do Sol e Praça Andreia Bonachella (Vila Costa e Silva).

Transporte Metropolitano, Suburbano e Rodoviário

Indaiatuba possui linhas que transportam os moradores a cidades vizinhas e importantes com linhas metropolitanas para Campinas, Monte Mor, Americana e Vinhedo, suburbanas para Elias Fausto, Salto, Itupeva e Jundiaí, rodoviárias para São Paulo, Itu, Boituva, Porto Feliz, Itapetininga, Tatuí e Capivari além de outras cidades do interior paulista e do Brasil. Para atender tais linhas, a cidade conta com o Terminal Rodoviário "Prefeito Alberto Brizolla" localizado no Centro da cidade.

Aeroporto

O município não possui um aeroporto, no entanto, existe o Aeroporto Internacional de Campinas (Viracopos) à 10 quilômetros de Indaiatuba, com fácil acesso pela Rodovia Engº Ermênio de Oliveira Penteado que liga o município ao aeroporto. Existem linhas de ônibus metropolitanas que fazem esse trajeto, saindo da Rodoviária de Indaiatuba direto para Viracopos.

Rodovias

A principal estrada de acesso ao município é a Rodovia Engº Ermênio de Oliveira Penteado [7], (SP-75), que, por meio de ligações com outras vias importantes, como: Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), Rodovia Castello Branco (SP-280), Rodovia Anhangüera (SP-330), e Rodovia do Açúcar (SP-308), alcança os principais pólos econômicos do estado. Além desta rodovia, o município possui estradas vicinais que ligam a cidade aos seus municípios vizinhos.

Turismo

Antiga estação ferroviária de Indaiatuba, atual Museu Ferroviário de Indaiatuba

Com o seu crescimento, Indaiatuba se tornou uma cidade turística. Destacando-se no turismo de negócios, pelo número considerável de empresas instaladas na cidade. Também se destaca no turismo religioso com prédios históricos, tais como:

  • Casa de Retiros de Vila Kostka, onde aconteciam até maio de 2009 as Assembleias da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB);
  • Igreja Matriz N. S. da Candelária, umas das poucas edificações religiosas de taipa de pilão em existência no estado;
  • Santuário Ecológico Santa Rita de Cássia, que possui uma árvore em seu interior e a
  • Igreja Nossa Sra de Lourdes na Colônia Helvetia.

Também há o crescimento do turismo rural, pois o município conta com diversas propriedades agrícolas, sendo um dos maiores produtores de uva de mesa do estado e também do turismo de eventos com os campeonatos de motocross, bicicross, skate, luta de braço e ciclismo em nível regional, estadual, nacional e até internacional. Anualmente existem festas das mais variadas durante o ano como a Festa das Nações (com as colonias Suíça, Italiana, Japonesa, Alemã, Brasileira, Nordestina e Afro), Festa da Tradição (Colônia Helvetia - Suíça), Festa do Peão dentre outras.

Curiosidades

Vista do corrégo Barnabé que corta o "Parque Ecológico" em Indaiatuba.
  • O Parque Ecológico "corta" a cidade em 80% da sua totalidade, possuindo ao longo de sua extensão, bosques, lagos, jardins, áreas de recreação, campos de futebol, vôlei, uma pista de bicicross oficial, uma pista de skate profissional, uma raia de remo olímpico, equipamentos de ginástica, uma praça de eventos e um teatro multidisciplinar. São 15 quilômetros de pistas de caminhadas e cooper, além de ciclovias. Hoje o parque ecológico de Indaiatuba tornou-se, segundo o arquiteto e urbanista Ruy Otake, o maior parque ecológico em extensão do Brasil.
  • O tornado do dia 24 de maio de 2005 foi o maior e mais violento já registrado no Brasil, porém não houve mortes pelo ocorrido. Destruiu parte do Distrito Industrial da cidade. "O vendaval de Indaiatuba foi um dos mais intensos do País, atingiu o nível F3 (com velocidade de 252 a 331 quilômetros por hora), em uma escala que vai de F0 (64 a 116) a F5 (420 a 511)", segundo informações do pesquisador do Instituto Tecnológico SIMEPAR, Ernani de Lima Nascimento.
  • O bairro Helvetia possui a maior concentração de descendentes de colonos suíços no Brasil.
  • O Museu Ferroviário de Indaiatuba é um local onde está conservado importante patrimônio ferroviário brasileiro.
  • O município é considerado o melhor do país em desenvolvimento, segundo o Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal que levou em conta dados oficiais sobre saúde, educação e emprego e renda dos municípios entre 2000 e 2005. No ranking geral, o município alcançou a pontuação máxima com 0,9368 , numa escala que varia de 0 a 1.
  • O "Crime do Poço", que ficou conhecido na história de Indaiatuba, foi o primeiro crime que ocorreu no município em 1907. Foi o assassinato do imigrante italiano Domenico de Luca, que trabalhava com o comércio. Depois, jogaram seu corpo em um poço, na Rua Candelária, perto da Igreja da Candelária. Na época, a cidade tinha um pouco mais de 1.500 habitantes. O município fez um documentário e até um livro sobre esse assunto, para "homenagear" o aniversário de 100 anos do crime, em 2007. Hoje, o imigrante está enterrado no Cemitério da Candelária.


Esporte

O município possui hoje um time de futebol profissional, chamado Real Racing Primavera (anteriormente Esporte Clube Primavera) é um clube brasileiro de futebol]. Actualmente joga na Série A3 (Terceira divisão) do campeonato paulista. Foi fundado o 27 de janeiro de 1927 e desde julho de 2007 é a equipe filial no Brasil]] do Real Racing Clube. Esporte Clube Primavera. O time manda seus jogos no Estádio Ítalo Mário Limongi, em Indaiatuba.

Além do futebol, a cidade ainda se destaca no ciclismo, atletismo, natação, motocross, luta de braço, bicicross, futsal, futebol amador e rugby com equipes formadas por colégios, clubes e pela Secretaria Municipal de Esportes, disputando campeonatos em nível local, regional, estadual, nacional e internacional, inclusive sediando diversas competições nestes níveis. A cidade conta também com inúmeros campos de pólo hípico, sendo um cenário de destaque deste esporte no Brasil e no mundo.



Quem nasce em Indaiatuba é indaiatubano


Fonte: Wikipedia

Produtos Rurais à venda em Indaiatuba

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