Andrelândia - Minas Gerais - Informações sobre a cidade

Município de Andrelândia
""Município do Turvo"
"Terra de André"
"Cidade do Turvo"
"Andrepolis"
Brasão Bandeira
Hino
Aniversário
Fundação 20 de julho de 1868
Gentílico andrelandense
Lema
Prefeito(a) Samuel Isac Fonseca (PSDB)
(2009 – 2012)
Localização
21° 44' 24" S 44° 18' 32" O21° 44' 24" S 44° 18' 32" O
Unidade federativa Minas Gerais
Mesorregião Sul/Sudoeste de Minas IBGE/2008
Microrregião Andrelândia IBGE/2008
Região metropolitana
Municípios limítrofes Norte: Madre de Deus de Minas e Piedade do Rio Grande;
Nordeste: Santana do Garambéu;
Leste: Lima Duarte;
Sudeste: Bom Jardim de Minas;
Sul: Arantina, Liberdade e Seritinga;
Sudoeste: Serranos;
Noroeste: São Vicente de Minas.
Distância até a capital 479 km
Características geográficas
Área 1.004,536 km²
População 12.369 hab. (MG: 294º) – est. IBGE/2009
Densidade 12,4 hab./km²
Altitude 998 m
Clima Tropical de Altitude Cwb
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,733 médio PNUD/2000
PIB R$ 63.816.000,00 IBGE/2005
PIB per capita R$ 5.234,00 IBGE/2005

Andrelândia é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais. Pertencente à Mesorregião do Sul/Sudoeste de Minas e microrregião de mesmo nome, localiza-se a sul da capital do estado, distando desta cerca de 479 quilômetros. Ocupa uma área de 221,049 km² e sua população foi estimada em 2009 pelo IBGE em 12.369 habitantes, sendo assim o 294º mais populoso do estado de Minas Gerais e o 2º de sua microrregião. Está a 1.236 quilômetros de Brasília, capital federal.

Sua Área é de 1.004,536 km², representando 0.1713 % do estado de Minas Gerais, 0.1087 % da Região Sudeste e 0.0118 % de todo o território brasileiro. Desse total 2,2754 km² estão em perímetro urbano. Foi fundada em 20 de julho de 1868, com o nome de Vila Bela do Turvo, constituíndo-se em cinco distritos: Turvo, Arantes, Bom Jardim, Madre de Deus do Rio Grande e São Vicente Ferrer. Porém, ao longo dos anos, todos elevaram-se à categoria de cidades. Restando em Andrelândia apenas a sede, seu único distrito. Também, com o passar do tempo, foram várias as mudanças de nomes. Desde a lei estadual nº 1160, de 19 de setembro de 1930 permanece sua nomeclatura atual.

A sede tem uma temperatura média anual de 23,15°C e a vegetação do município é uma mistura de mata atlântica e cerrado. Em relação à frota automobilística, de acordo com o IBGE, em 2000 foram contabilizados 1.546 veículos em Andrelândia. Com uma taxa de urbanização da ordem de 77,64%, o município contava em 2008 com 7 estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,733, considerando-se assim como médio em relação ao estado de Minas Gerais.

Índice

Etimologia

Ao se elevado à categoria de vila passou a denominar-se denominação de Vila Bela do Turvo, seu primeiro nome, pela lei provincial nº 1191, de 27 de julho de 1864. Foi elevado à condição de cidade chamando-se Turvo em 20 de julho de 1968. Pela lei provincial nº 1644, de 13 de setembro de 1870, o município do Turvo voltou a denominar-se Porto do Turvo. Pela lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, o município de Porto do Turvo voltou a denominar-se Turvo. Pela lei estadual nº 556, de 30 de agosto de 1911, o então distrito de Nossa Senhora da Piedade do Rio Grande passou a denominar-se Arantes.

A partir da lei estadual nº 1160, de 19 de setembro de 1930, o município de Turvo passou a denominar-se Andrelândia, que prevalece atualmente. Seu toponímio é em homenagem ao fazendeiro André Silveira, que foi um dos primeiros a se instalar na região, cuja preocupação foi em estabelecer um local de culto para o desenvolvimento da cidade e de sua população, que culminou no atual município de Andrelândia.

História

Colonização e desenvolvimento

Foram os portugueses André da Silveira e Manoel Caetano da Costa, promotores da construção da capela de Nossa Senhora do Porto, os grandes responsáveis pelo surgimento do arraial do Turvo no cenário setecentista de Minas Gerais. A colonização da região foi consequência da exploração do ouro. Em meados do século XVIII a região onde hoje se localiza Andrelândia já se encontrava totalmente povoada por aventureiros que para cá se dirigiram a procura de riquezas.

Próximo à Serra dos Dois Irmãos, na divisa com o atual município de Madre de Deus de Minas, instalou-se em princípios do século XVIII o Sargento-Mór Lourenço Correa Sardinha, nascido em 1685, casado com Maria de Assunção Moraes, um dos antigos habitantes da região. Naquele local, ainda hoje existem os vetustos alicerces de pedras sobrepostas que outrora sustentavam a vivenda do Sargento-Mór. Também próximo, corre o Ribeirão do Sardinha, um dos tributários do Rio Aiuruoca. É de se crer que Lourenço Sardinha tenha ali instalado um serviço de mineração, haja vista os grandes montes de cascalho revolvidos que se espalham pelas margens do Ribeirão e do Aiuruoca, além da existência de depressões de terreno que evidenciam os pontos por onde passavam os canais condutores de água destinada à lavagem do cascalho.

Afonso D'Escrangnole Taunay e muitos outros genealogistas de renome indicam Lourenço Correa Sardinha, de quem milhares de brasileiros têm seu sangue nas veias, como natural da Freguesia de Feijão de Ovilha, Arganil, Coimbra. No entanto, incidem em grande erro. Deve-se ao ilustre genealogista e grande amigo Charles de Freitas, de Itapira, São Paulo, a descoberta da verdadeira naturalidade do Sargento-Mór. Era nascido na Freguesia de São João Batista da Fajã da Ovelha, Ilha da Madeira.

Praça Visconde de Arantes em 1927.

Por volta de 1740, o afluxo populacional na região aumentou consideravelmente. Muitos eram os que demarcavam uma extensão de terras devolutas e se fixavam, cuidando mais tarde da legalização da posse através da concessão de carta de sesmaria, que era dada pelo Governador da Capitania. A região do "Congonhal", que se estende por uma grande área de terras férteis na margem direita do Rio Turvo Grande e que recebeu tal denominação em virtude da abundância das árvores, que outrora ali existiram, conhecidas por congonhas (designação vulgar do Ilex affinis, da família das aquifoliáceas, cujas folhas substituem as da congênere erva-mate produzindo o chá), foi uma das áreas mais povoadas.

No ano de 1749, sentindo necessidade de assistência religiosa, o fazendeiro André da Silveira dirigiu ao Bispo de Mariana um pedido de autorização para se construir no local denominado Turvo Pequeno uma igreja dedicada a Nossa Senhora do Porto. Atendido pela autoridade eclesiástica, a capela foi erguida, recebendo a bênção católica no ano de 1755. Ao redor do pequeno templo muitas casas foram sendo construídas, e logo se formou o Arraial do Turvo, primitiva denominação da localidade. A partir da construção da capela, em 1827 o arraial do Turvo já estava em condições de ser elevado a paróquia, o que de fato ocorreu, tendo, a partir daí, um crescimento progressivo, até ser transformada em vila no ano de 1864, pela lei nº 1.191 de 27 de julho deste ano.

Formação administrativa

Andrelândia em 1930.

Para elevar à condição de município, faltava um mínimo detalhe. Segundo a legislação vigente, isso só poderia acontecer se a população fundasse, com seus próprios recursos, o prédio da cadeia pública e a câmara municipal. Estão, com a colaboração de Antônio Belfort de Arantes e seu filho, Antônio Belfort Ribeiro de Arantes, as obras puderam ser erguidas e a pequena vila passou a ser elevada à categoria de município em 21 de outubro de 1866. Em 20 de julho de 1868 ocorreu oficialmente a emancipação de Andrelândia, com a denominação de Turvo, pela lei provincial nº 1518.

Turvo. Sob a lei estadual nº 2 de 14 de setembro de 1891 é criado o distrito de Nossa Senhora da Piedade do Rio Grande e anexado ao então município de Turvo. Pela lei estadual nº 556, de 30 de agosto de 1911, o distrito de Nossa Senhora da Piedade do Rio Grande passou a denominar-se Arantes, tendo então 5 distritos: Turvo, Arantes, Bom Jardim, Madre de Deus do Rio Grande e São Vicente Ferrer. Pela lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, o distrito de Madre de Deus do Rio Grande passou a denominar-se Cianita e Senhor do Bom Jesus do Jardim a chamar-se Bom Jardim. Pelo decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, desmembra de Andrelândia o distrito de São Vicente Ferrer, elevado à categoria de município sob a denominação de Francisco Sales. Sob a mesma lei desmembra do município de Andrelândia o distrito de Bom Jardim de Minas, levado à município com o mesmo nome. Pela lei nº 1039, de 12 de dezembro de 1953, desmembra os distritos de Arantes e Cianita, elevados à categoria de município com a denominação, respectivamente de Piedade do Rio Grande e Madre de Deus de Minas, permanecendo até hoje somente a Sede.

História recente

Com o crescimento de Andrelândia e cidades próximas, foi criada a Microrregião de Andrelândia, reunindo além do município, outras doze cidades: Aiuruoca, Arantina, Bocaina de Minas, Bom Jardim de Minas, Carvalhos, Cruzília, Liberdade, Minduri, Passa-Vinte, São Vicente de Minas, Seritinga e Serranos. Sua população foi estimada em 2006 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em cerca de 75.631 habitantes e conta com uma área total de 5.034,106 km². Seu Índice de desenvolvimento humano (IDH) é de 0,740 e o PIB per capita era de R$ 3.796,46 em 2003. Localiza-se na Mesorregião do Sul e Sudoeste de Minas.

Atualmente o município vem se destacando em seu turismo. Muitos de seus casarões construídos nos séculos XII e XIII viraram patrimônio histórico da cidade. Muitas de suas praças e igrejas também conservam o estilo barroco da época do desbravamento da região. Além disso Andrelândia também vem desenvolvendo seu turismo rural. As principais atrações são as fazendas antigas, muitas do Século XIII

Geografia

Relevo ondulado na zona rural de Andrelândia.

A geografia de Andrelândia é homogênea. O município conta com um relevo ondulado e uma vegetação atlântica. A área do município é de 1.004,536 km², representando 0.1713 % do território mineiro, 0.1087% da área da região Sudeste do Brasil e 0.0118% de todo o território brasileiro. O relevo de Andrelândia é bem acidentado, correspondendo geomorfologicamente ao Planalto Dessecado do Alto Rio Grande, ao Compartimento da Serra da Mantiqueira e à Depressão Rio Aiuruoca, no chamado Planalto Sul Mineiro. A encosta norte-esquerda da Serra da Mantiqueira, ao sul do município, é que define a confluência de suas águas para o Rio Grande. A altitude máxima é de 1535m. na Serra da Natureza e a mínima fica em 934 no Rio Aiuruoca. A sede está em uma altitude de 1000m. No município, predomina um relevo variando entre montanhoso e ondulado. Cerca de 20% do território andrelandense é plano, 20% das terras são montanhosas e os 60% restantes são mares de morros e montanhas.

Andrelândia está localizada na Mesorregião do Sudeste Mineiro e Microrregião de Andrelândia, com uma área aproximada de 1.000 quilômetros quadrados. O município limita-se ao norte com Madre de Deus de Minas e Piedade do Rio Grande; a nordeste, com Santana do Garambéu; a leste, com Lima Duarte; a Sudeste, com Bom Jardim de Minas; ao sul com Arantina, Liberdade e Seritinga; a sudoeste, com Serranos e a noroeste com São Vicente de Minas. Andrelândia está a 310 quilômetros de Belo Horizonte, num eixo quase equidistante de São João Del-Rei, Barbacena, Juiz de Fora e Caxambu, que nos permite situá-la, para referências turísticas, num delta entre a Região das Vertentes, Zona da Mata-Sul e Circuito das Águas.

Hidrografia

As águas do município vertem todas para o norte, em direção ao Vale do Rio Grande, formando a cabeceira da Bacia Platina, através dos seguintes cursos, que são os principais: o Rio Grande, que norteia o município, vindo das terras de Bom Jardim de Minas em direção a Lima Duarte, Santana do Garambéu, Piedade do Rio Grande e Madre de Deus de Minas e recebe diretamente, como afluentes, uma infinidade de córregos e o Rio Capivari que nasce em terras andrelandenses e deságua na divisa de Santana do Garambéu com Piedade do Rio Grande.

Do outro lado do município está o rio Aiuruoca, muito mais calmo e de águas barrentas, vindo das terras de Serranos, por uma região pouco acidentada, que tem como afluente mais volumoso, pela margem direita, o rio Turvo Grande, depois de receber as águas do Rio Turvo Pequeno, também os ribeirões da Barra, do Sardinha, das Vacas, além de muitos córregos. O rio Aiuruoca vai desaguar no Rio Grande, fora das terras de Andrelândia, no grande lago artificial da Usina Hidrelétrica de Camargos.

Clima

Gráfico climático para Andrelândia
J F M A M J J A S O N D
 
 
238
 
29
18
 
 
220
 
29
18
 
 
175
 
29
18
 
 
72
 
27
16
 
 
35
 
26
12
 
 
22
 
25
10
 
 
14
 
25
10
 
 
13
 
26
11
 
 
52
 
27
13
 
 
127
 
28
16
 
 
188
 
28
17
 
 
273
 
28
18
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) - Tempo Agora

O clima de Andrelândia é caracterizado tropical de altitude (tipo Cwb segundo Köppen), com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual de 23,15°C, tendo invernos secos e frios, frequentemente com ocorrências de geadas em algumas áreas, e verões chuvosos com temperaturas moderadamente altas. O mês mais quente, janeiro, tem temperatura média de 29.2°C e o mês mais frio, julho, de 9.5°C. Outono e primavera são estações de transição.

A precipitação média anual é de 1428,3 mm, sendo agosto o mês mais seco, quando ocorrem apenas 12.7 mm. Em dezembro, o mês mais chuvoso, a média fica em 273.2mm. Nos últimos anos, entretanto, os dias quentes e secos durante o inverno têm sido cada vez mais frequentes, não raro ultrapassando a marca dos 28°C especialmente entre os meses de agosto e setembro. Durante a época das secas e em longos veranicos em pleno período chuvoso, também são comuns registros de fumaça de queimadas em morros e matagais. Principalmente na zona rural da cidade. Em julho de 1998, a precipitação de chuva não passou dos 0 mm. Durante a época das secas e em longos veranicos em pleno período chuvoso, também são comuns registros de fumaça de queimadas em morros e matagais. Principalmente na zona rural da cidade.

O maior acumulado de chuva em menos de 24 horas foi de 146 mm registrados em 9 de dezembro de 1999. Outros grandes acumulados de chuva registrados no município foram de 143 mm em 31 de outubro do ano de 1973, 112 mm em 23 de março de 1999 e 107 mm no dia 28 de fevereiro de 1975.

Fauna e flora

Como Andrelândia fica localizada no país de maior biodiversidade do planeta, é fácil encontrar diversas aves, peixes, e insetos, que dificilmente se encontra em outro país do mundo, já que uma entre cada cinco espécies encontram-se no Brasil. A vegetação nativa do município pertence ao domínio florestal Atlântico (Mata Atlântica), onde se destacam-se árvores como os ipês, jacarandás, angicos, quaresmeiras, araucárias, cedros, dentre outras. O solo, ácido e com pouca matéria orgânica, e o clima seco, não favorecem o crescimento rápido da vegetação. A principal atividade econômica na zona rural da cidade é a pecuária leiteira e a queimada anual dos pastos é a prática de manejo usual. Como consequencia a região possui um grande índice de destruição de sua cobertura vegetal original.

A falta de florestas e a pobreza da vegetação reduzem a fauna a pequenos roedores, pouquíssimos mamíferos e animais silvestres, e aves de pequeno porte. Podem ser encontrados, ainda, o lobo, a raposa, o cachorro-do-campo, a jaguatirica, o gato-do-mato, o veado, o quati, a paca, a capivara, o mico e o sauá, embora, em número bem reduzido, graças à invasão de seu habitat pelo homem. Também a caça predatória contribuiu muito para o desaparecimento ou diminuição de certos animais selvagens. O veado, a lontra, o quati, o porco-do-mato, a capivara, são exemplos disso: eram muito comuns na região, porém estão prestes a entrar em extinção pela caça predatória. O inhambu, o tucano e o jacu podem estar incluídos na lista de aves fadadas à extinção. Das aves que habitam a região, as de maior porte são: a seriema, o urubu, o gavião, o pato selvagem, o marreco, o paturi, a garça branca e a cegonha. As águas de Andrelândia, livres de qualquer tipo de poluição, servem muito bem para a pescaria amadora. Os peixes mais comuns nos seus córregos e rios são: o lambari e suas diversas variedades, o piau ou piaba, o mandi e seus parentes (chorão, bagre e peixe-sapo), a tabarana, o capinheiro, o timburé, a pirapetinga, o dourado, traíra, o acará e a tilápia, os três últimos, presentes nas lagoas naturais e represas artificiais.

Demografia

Crescimento populacional de
Andrelândia
Ano População
1970 13.231
1980 12.013
1991 12.497
2000 12.310
2006 12.172
2009 12.369

A população do município em 2009 era estimada pelo IBGE em 12.369 habitantes, sendo o 294º município mais populoso do estado, apresentando uma densidade populacional de 12,4 habitantes por km². Segundo o censo de 2000, 50,37% da população são homens (6.200 habitantes) e 49,63% (6.110 habitantes) mulheres, e 77,64% da população (9.557 habitantes) vive na zona urbana e 22,36 (2.753 habitantes) vive na zona rural. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Andrelândia possuía 8.834 eleitores em 2004. No ano de 2008 foram contabilizados 143 nascidos vivos registrados no município, 43 casamentos, 8 separações e 16 pedidos de divórcios concedidos no ano em primeira instância. O município possui uma das menores taxas de vulnerabilidade de trabalho infantil do estado de Minas Gerais.

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Andrelândia é considerado médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), seu valor é de 0,733. Considerando apenas a educação o valor da educação, o índice é de 0,811 (elevado), enquanto o do Brasil é 0,849, o índice da longevidade é de 0,725 (o brasileiro é 0,638) e o de renda é de 0,663 (o do Brasil é 0,723). A cidade possui a maioria dos indicadores elevados e todos acima da média nacional segundo o PNUD. A renda per capita é de 5.234,00 reais e a taxa de alfabetização adulta é 16,060%. O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, é de 0,46, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor. A incidência da pobreza, medida pelo IBGE, é de 38,78%, o limite inferior da incidência de pobreza é de 29,35%, o superior é de 48,20% e a a incidência da pobreza subjetiva é de 30,98%.

Religião

Fundos da Igreja Matriz, situada no Centro de Andrelândia.

O catolicismo em Andrelândia não apenas se confunde com a sua vida sócio-político-administrativa, mas antecede a todos esses fatos e, pelo tempo afora, tem acompanhado a sua história, tentando minorar as dificuldades e criar um espírito realmente comunitário, onde o respeito e a caridade imperem. Conta a história que foi pelo seu espírito verdadeiro de fé cristã que André da Silveira, sua esposa, Maria do Livramento e o amigo Manoel Caetano da Costa sentiram a necessidade de erigir uma capela onde pudessem se reunir, juntamente com os familiares e o povo, para rezar e participar dos atos litúrgicos da fé católica. A capela de Nossa Senhora do Porto do Turvo, conforme era chamada, foi benta em 1755, pelo vigário de Aiuruoca, Padre Francisco de Cerqueira Campos.

Tal como a variedade cultural em Andrelândia, são diversas as manifestações religiosas presentes na cidade. Embora nos últimos anos tenha-se notado o crescimento de outras crenças religiosas, o município ainda possui uma matriz social eminentemente católica, sendo que 94,44% são Católicos. A cidade de Andrelândia está localizado no país mais católico do mundo em números absolutos. A Igreja Católica teve seu estatuto jurídico reconhecido pelo governo federal em outubro de 2009, ainda que o Brasil seja atualmente um estado oficialmente laico.

De acordo com dados do censo de 2000 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de Andrelândia é composta por: Católicos (94,44%), evangélicos (4,52%), pessoas sem religião (0,58%), espíritas (0,09%) e 0,69% estão divididas entre outras religiões.

Política

Administração

Antes de 1930, os municípios eram dirigidos pelos Presidentes das Câmaras Municipais, também chamados de Agentes executivos. Somente após a Revolução de 1930 é que foram separados os poderes municipais em executivo - representado pelo Prefeito Municipal, indicado durante a Ditadura Vargas e votado a partir da queda do Estado Novo, com a consequente promulgação da Constituição de 1946 - e o legislativo, composto pelos vereadores, também escolhidos pelo povo.

Atualmente, Andrelândia tem uma Câmara Municipal composta de onze vereadores, dentre os quais, um é escolhido, após a diplomação pela Justiça Eleitoral, para ser o Presidente da Casa. O Poder Executivo é exercido pelo Prefeito Municipal e seu Vice-prefeito, também escolhidos em eleições periódicas, através do voto direto e secreto, em chapa única.

O município foi instalado em 21 de outubro de 1866, adquirindo, portanto, autonomia político-administrativa. Esse fato se deveu ao esforço e, principalmente, ao prestígio do Visconde de Arantes e seu pai, Barão de Cabo Verde. Dessa época até 1930, foram os presidentes da Câmara que dirigiram o município.

"Veados" e "Caranguejos"

Na história política do município, se destacaram dois partidos locais: "Veados" e "Caranguejos" A rivalidade política entre eles em Andrelândia já ultrapassou um século de existência e mantém-se viva no espírito da maioria dos andrelandenses. Suas origem estão intimamente relacionada com dois grandes vultos da história: Coronel José Bonifácio de Azevedo por um lado e Visconde de Arantes por outro.

Visconde de Arantes foi por muito tempo o chefe absoluto e incontestável do Turvo, contando com a totalidade de seu eleitorado. Em 1887 surgem os primeiros rebeldes; a primeira subtração em seus votos. Em 1890 aparecem contra o Visconde centenas de votos; a segunda e mais significativa subtração. Em 1894, os adeptos do PRT superaram em número os adeptos do Partido do Visconde. A tradição diz que um dos maiorais da facção do Visconde, inconformado com esta derrota, fez em público a seguinte observação: "Não é possível nossos votos terem diminuído tanto! Andamos para trás! Parecemos Caranguejos!". Este fato foi glosado com humor nos jornais da época. Por outro lado, os membros do PRT comemoravam euforicamente a votação maciça que conseguiram obter. Um verdadeiro pulo, como dá o veado, veloz cervídeo, quando está sendo perseguido. Em 1889, José Bonifácio de Azevedo, João Zuquim de Figueiredo Neves e José Ribeiro Salgado, três dos maiorais do PRT, fundaram na Fazenda Bahia, município do Turvo, a segunda fábrica de manteiga do Brasil, que intitulou-se "Fábrica de Manteiga Veado - Azevedo & Cia", fato que veio alicerçar a alcunha dos adeptos do partido do Coronel José Bonifácio.

Ainda hoje, embora existam no município inúmeros partidos políticos de siglas imponentes, nas eleições municipais eles formam irredutivelmente dois blocos: o dos "veados" e o dos "caranguejos", que se rivalizam de maneira implacável. Tal luta, no entanto, há tempos perdeu o sentido, porque sendo Andrelândia uma cidade sem grandes recursos, a divisão de sua comunidade acaba por fadá-la à estagnação e ao retrocesso.

Subdivisões

Economia

O Produto interno bruto - PIB de Andrelândia é o segundo maior de sua microrregião, perdendo apenas para Cruzília, destacando-se na área de prestação de serviços. Nos dados do IBGE de 2005, o município possuía R$ 63.816 mil no seu Produto Interno Bruto. Desse total, 3.659 mil são de impostos sobre produtos líquidos de subsídios. O PIB per Capita de R$ 5.234,00.

Setor primário
Produção de Milho, Cana-de-açúcar e Feijão (2008)
Produto Área colhida (Hectares) Produção (Tonelada)
Milho 3.000 15.600
Cana-de-açúcar 20 1.600
Feijão 800 960

A agricultura tem razoável importância em Andrelândia. De todo o PIB da cidade, 16.990 mil reais é o valor adicionado bruto da agropecuária. Se destacam as culturas de Arroz, Feijão e Milho. Segundo o IBGE em 2008 o município possuía um rebanho de 25.253 bovinos, 3.093 suínos, 1.065 equinos, 98 ovinos, e 21.220 aves, dentre estas 12.465 galinhas, 8.594 galos, frangos e pintinhos e 161 codornas. Em 2008 a cidade produziu 18.709 litros de leite de 10.274 vacas. Foram produzidos 83 mil dúzias de ovos de galinha, 2 mil dúzias de ovos de codorna, 3.319 quilos de mel-de-abelha e 40 quilos de lã.

A lavoura permanente da cidade produz principalmente Café (358 toneladas), Uva (140 toneladas), Goiaba (88 toneladas) e Tangerina (64 toneladas). Na lavoura temporária, são produzidos principalmente o Milho (15.600 toneladas), o Feijão (960 toneladas) e a Cana-de-açúcar (1.600 toneladas), sendo este último citado o principal produto agrícola do Brasil, sendo cultivada desde a época da colonização do país.

Setor secundário

A indústria ainda é muito incipiente no município, mesmo que comece a dar sinais de aprimoramento, é resumida principalmente à produção de laticínios. 8.352 mil reais do PIB municipal são do valor adicionado bruto da indústria (setor secundário). No ano de 2000, as principais empresas industriais classificadas segundo o número de empregados eram a Laticínios Flor de Andrelândia LTDA (fabricação de produtos alimentícios e bebidas) e a Seixas Pré-moldados Indústria e Comércio LTDA (fabricação de produtos de minerais não metálicos). Neste mesmo ano, 816 pessoas estavam ocupadas no setor industrial.

Setor terciário

43.512 mil reais do PIB municipal são de prestações de serviços (terciário). O setor terciário atualmente é a principal fonte geradora do PIB andrelandense. De acordo com o IBGE, a cidade possuia no ano de 2008 402 empresas e 2.781 trabalhadores, sendo 1.617 pessoal ocupado total e 1.164 ocupado assalariado. Salários juntamente com outras remunerações somavam 9.584 reais e o salário médio mensal de todo município era de 1,6 salários mínimos.

O movimento comercial andrelandense tem se expandido bastante desde o início da década de 1990. Era um sinal visível do crescimento econômico, da modernização e, consequentemente, do progresso da cidade, apesar da lentidão com que se desenvolveu antes da década de 90. Atualmente, o comércio andrelandense atrai ainda pessoas de consumidores de vizinhas para compras de produtos de primeira necessidade, sendo encontrados na cidade também móveis e eletrodomésticos, sendo observada apenas a ausência de concessionárias de automóveis e demais serviços de alta complexidade.

Estrutura urbana

Andrelândia conta com boa infraestrutura. No ano de 2000, a cidade possuia 3.442 domicílios, entre apartamentos, casas, e cômodos. Desse total, 2.569 eram imóveis próprios, sendo que 2.551 eram próprios já quitados (74,11%); 18 próprios em aquisição (0,52%) e 349 eram alugados (10,14%); 507 imóveis foram cedidos sendo que 203 haviam sido cedidos por empregador (5,90%); 304 foram cedidos de outra maneira (8,83%) e 17 eram de outra forma (0,49%).

O município conta com água tratada, energia elétrica, esgoto, limpeza urbana, telefonia fixa e telefonia celular. Em 2000, 76,70 dos domicílios eram atendidos pela rede geral de abastecimento de água; 68.65% das moradias possuiam coleta de lixo e 77,24% das residências possuiam escoadouro sanitário. Seu Índice de Gini é de 0,46, um dos 40 maiores do estado de Minas Gerais.

Educação

Andrelândia conta com escolas em todas as regiões do município. Devido à intensa urbanização, os habitantes da zona rural têm fácil acesso a escolas em bairros urbanos próximos. A educação nas escolas estaduais tem um nível superior ao das escolas municipais, mas a prefeitura está criando estudos para tornar a educação pública estadual melhor, de modo a conseguir melhores resultados no IDEB. O município, em 2008, contava com aproximadamente 2.676 matrículas, 167 docentes e 16 escolas nas redes públicas e particulares.

Em 2007, a administração ampliou a infraestrutura das escolas, que hoje já contam com uma melhoria na capacidade de atendimento para os estudantes da cidade. Por consequência disto, novos repasses e investimentos dos governo federal e estadual chegaram ao município, como a construção da primeira creche municipal, a ampliação da Escola Municipal João Narciso de Oliveira, a criação da Escola Técnica Agroflorestal e a construção de quadras poliesportivas.

Educação de Andrelândia em números
Nível Matrículas Docentes Escolas (total)
Ensino pré-escolar 240 22 4
Ensino fundamental 668 107 10
Ensino médio 556 24 1
Ensino superior 44 14 1


Saúde

Até o ano de 2000 antes da administração de Francisco Rivelli (2001-2008), a cidade dispunha de duas unidades do PSF, ambas sem atendimento odontológico, sendo uma no Centro da cidade e outra no bairro Rosário, porém o serviço não era suficiente para atender toda a população. Frente a isto, foi construída uma terceira unidade no bairro Santos Dumont, na qual foram gastos 160 mil reais e que hoje atende um universo de cerca de 4.000 pessoas que vivem nos bairros Santos Dumont, Vila Zamoura, Chácara, Areão e Santa Tereza. Para otimizar ainda mais o atendimento à população, foram ainda realizadas reformas e ampliações nas duas unidades já existentes, que precisavam de manutenção urgente. Cento e oitenta mil reais em verbas da secretaria de estado da saúde estão chegando na cidade para a construção das novas instalações do PSF II, que começa em breve. A nova unidade será localizada no mesmo bairro e visa a oferecer serviços de saúde com melhor qualidade. Atualmente, os três PSFs oferecem consultas médicas, atendimentos odontológicos, realizam visitas domiciliares e fazem a imunização da comunidade contra doenças infecciosas.

A inauguração do segundo bloco da Unidade Mista de Saúde Dr. José Gustavo Alves, ocorrida em 26 de outubro de 2007, veio suprir definitivamente as carências da população de Andrelândia quando o assunto são os atendimentos de baixa e média complexidade, urgências e emergências, além de atendimentos relacionados à gravidez e maternidade. Atualmente poucos são os casos encaminhados para outras localidades haja vista que a UMS tem capacidade de solucionar a maioria das patologias que necessitam de cuidados médicos, prestando inclusive atendimento 24 horas por dia. De acordo com dados do IBGE em 2005, o município possui 7 estabelecimentos de saúde, sendo 3 deles privados e 4 municipais entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos. A cidade possui 57 leitos para internação em estabelecimentos de saúde.

Serviços

O serviço de abastecimento de água, assim como em boa parte do estado de Minas Gerais, é feito pela Copasa - Companhia de Saneamento de Minas Gerais. Já a coleta de esgoto é realizada pela própria prefeitura.

Sede da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), em Belo Horizonte.

Em Andrelândia, como na maioria das antigas cidades de Minas Gerais, usava-se, antigamente, a candeia com óleo de mamona para a iluminação interna das residências e, nas ruas, usava-se a iluminação somente nos dias festivos, quando as janelas eram todas iluminadas. A mais antiga referência acerca de um sistema de iluminação pública dessa cidade é do ano de 1881. Naquela época, a cidade era iluminada por catorze postes com lampiões alimentados pelo "gás-globo", uma verdadeira façanha para a ocasião. Mais tarde, por volta de 1895, depois de ficar certo tempo sem iluminação pública, foi instalado na cidade um serviço de iluminação a querosene que funcionava somente até às 21:00 hs. Este serviço teve efêmera duração e logo a Cidade do Turvo ficou novamente mergulhada na escuridão, sem conforto.

No ano de 1917 algumas pessoas decididas a por fim àquela situação, entre as quais destacou-se José Justino de Azevedo, resolveram buscar acionistas para a fundação, no município, de uma empresa geradora e distribuidora de energia elétrica. No mesmo ano foi constituída a empresa que recebeu a denominação de Companhia Turvense de Luz e Força. Em 1918 foi inaugurado o serviço de iluminação elétrica na cidade, abastecido por uma usina instalada no córrego Tapanhú, um dos afluentes do Rio Turvo Pequeno. Com este serviço, Andrelândia colocou-se como a segunda cidade da microrregião do Campo das Vertentes a ser iluminada por lâmpadas elétricas, ficando atrás somente da anciã São João del-Rei, que foi a pioneira com a instalação da Usina do Rio Carandaí, em 1900. Logo após o início do funcionamento da Companhia Turvense de Luz e Força, tomou-se empréstimo para estender suas linhas até o distrito de São Vicente Ferrer. Na cidade o serviço de iluminação funcionava

Em 22 de novembro de 1927 a Companhia Turvense de Luz e Força foi vencida pela importância de noventa contos de réis, para a Companhia Sul Mineira de Eletricidade que estendeu a linha de transmissão até Bom Jardim de Minas, passando por Arantina. Mais tarde a Sul Mineira foi substituída pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) que, ainda hoje, assim como em práticamente todo estado, é a responsável pelo serviço de fornecimento de energia elétrica na cidade. No ano de 2003 existiam 4.378 consumidores e foram consumidos 7.173.289 KWh de energia.

Comunicações

Ainda há serviços de internet discada e banda larga (ADSL) sendo oferecidos por diversos provedores de acesso gratuitos e pagos. O código de área (DDD) de Andrelândia é 35. O Código de Endereçamento Postal (CEP) da cidade é de 37300-000. No dia 12 de janeiro de 2009, o município passou a ser servida pela portabilidade, assim como as outras cidades de DDD 35. A portabilidade é um serviço que possibilita a troca da operadora sem a necessidade de se trocar o número do aparelho. Em 2001 foi contabilizada apenas 1 emissora de rádio de acordo com a Associação Mineira de Rádio e TV e a Telecomunicações de Minas Gerais S.A. Porém esse número aumentou ao longo dos anos. Atualmente as principais são a Andrelândia FM e a Rádio Cultura FM.

Em Minas Gerais, a imprensa surgiu no ano de 1807 - um ano antes da criação da tipografia régia, no Rio de Janeiro, por Dom João VI. No mesmo ano foi impresso em Ouro Preto um livreto com 14 páginas por Diogo Pereira Ribeiro de Vasconcelos. É este, pois, o primeiro trabalho tipográfico de Minas. Tida como a quarta província do Império a ter imprensa periódica, o primeiro jornal de Minas Gerais foi o Compilador Mineiro, de Ouro Preto, cujo primeiro exemplar saiu a público em 13 de outubro de 1823. No município, foi com relativo atraso que começaram aparecer as primeiras manifestações jornalísticas impressas. Data de 1889 o mais antigo periódico do qual tomamos conhecimento. Chamava-se "Gazeta do Turvo" e teve efêmera circulação. Foi a partir de 12 de abril de 1890 que a imprensa periódica andrelandense ganhou força. Nesta data, foi impresso o primeiro exemplar de "A Cidade do Turvo - Órgão Republicano Federal". "A Cidade do Turvo" era o órgão de divulgação do Partido Caranguejo e para contra-atacar os insultos propalados pelo "Jornal do Visconde", como também era conhecido o periódico, os adversários daquele logo montaram sua tipografia, saindo a lume em 14 de julho daquele mesmo ano o primeiro exemplar de "O Amigo do Povo - Órgão do Central Federal Turvense", ou, popularmente, o "Jornal dos Veados". Repletos de denúncias, insultos e petardos, esses periódicos políticos circularam semanalmente durante vários anos, provocando risos e lágrimas em seus leitores.

O jornalismo foi uma das atividades literárias mais difundidas em Andrelândia, assim como a música, que teve seus grandes mestres no tempo em que a música integrava o currículo escolar e permeava os bons hábitos da família brasileira. Se em Andrelândia não houve profissionais formados em jornalismo, houve, no mínimo, amadores dedicados e capazes que, em nada, perdiam para os grandes jornalistas da época nem para os mais famosos periódicos do país. Nomes como os de Padre Pedro Ciruffo, Vicente de Paula Andrade e Augusto Ernesto Pereira serão sempre lembrados quando se pensar em função referencial de linguagem, na arte específica de informar, comunicar e articular as palavras para o agrado do leitor. Foram muitos os periódicos que circularam pelo município e também nas cidades vizinhas: folhas esportivas, jornais escolares, jornais de formação moral e cristã, mas, na sua maioria foram efêmeros. Contudo, os periódicos que apresentaram uma tendência política tornaram-se um material efervescente, valioso e disputado. Há de se observar que a maioria dos jornais andrelandenses servia a uma ou a outra facção política, tendo sua vida determinada pelo tempo em que durava o controle político de cada facção. Poucos foram os jornais realmente independentes que, por essa razão, não encontravam apoio financeiro para a sua manutenção. Atualmente, Andrelândia não dispões de nenhum periódico e o próprio noticiário da Prefeitura Municipal é veiculado em um jornal regional, editado na cidade de Minduri.

Turismo

Estrada Real

Escudo do Projeto "Estrada Real".

Recentemente, um projeto de lei incluiu Andrelândia na rota da Estrada Real (ER). Para demarcar o local, foram colocados vários totens no município.

Nos últimos tempos, a chamada Estrada Real (ER) tem despertado o interesse dos mais diversos segmentos da sociedade brasileira, principalmente daqueles ligados ao comércio e ao turismo. Em Minas Gerais a Lei 13.173/99 criou o programa de incentivo ao desenvolvimento do potencial turístico da estrada real, que tem como um de seus objetivos resgatar, preservar e revitalizar os pontos de atração turística e de lazer já existentes e os ainda não explorados, interligados pela famosa rota, que já tem sido comparada à de Santiago de Compostela, na Espanha. Mas ainda há muito o que se descobrir sobre a chamada estrada, que não se trata de um caminho único como a designação, no singular, sugere. Na verdade, Estrada Real é um conceito amplo que designava, nos séculos XVII, XVIII e XIX, as várias estradas públicas administradas pelo Governo Português. Assim, ela abrange todos os antigos caminhos que em tempos passados foram percorridos por bandeirantes, tropeiros, índios, comerciantes e aventureiros nas capitanias das Minas Gerais, de São Paulo, do Rio de Janeiro, da Bahia etc. Na região sudeste a Estrada Real ligava as áreas de produção de ouro (Ouro Preto) e diamantes (Diamantina) aos portos de Paraty e diretamente ao Rio de Janeiro. Os dois mais conhecidos caminhos que integram o complexo emaranhado de vias de comunicação coloniais são os seguintes: o Caminho Velho, que ligava São Paulo e Rio de Janeiro às minas, passando por Parati, Taubaté, Guaratinguetá, Baependi, Carrancas e São João del-Rei e o Caminho Novo, concluído em 1725, que passou a substituir o Caminho Velho como rota de acesso do Rio de Janeiro às minas de Ouro Preto, passando por Paraíba do Sul, Matias Barbosa, Juiz de Fora, Barbacena, Conselheiro Lafaiete e Ouro Branco. Esses caminhos eram fiscalizados e policiados pela Coroa portuguesa, que neles instalava postos de controle do tráfego de pessoas, animais, mercadorias e minerais - os chamados registros -, onde se pagavam taxas devidas ao Estado e se verificavam documentos dos viajantes.

Caminho do Comércio

Um trecho importante da Estrada Real, mas ainda pouco pesquisado e explorado turisticamente, é o que se denominava Caminho do Comércio ou Caminho do Rio Preto, uma variante que foi aberta por volta do ano de 1813 para facilitar o trânsito de comerciantes e tropeiros entre São João del-Rei e o Rio de Janeiro. Essa rota, que partia do Caminho Novo em trecho compreendido entre os atuais municípios de Pati do Alferes e Paraíba do Sul, rumava em direção a Valença em terras fluminenses, depois seguia pelos antigos arraiais mineiros de Rio Preto, Bom Jardim, Turvo (atual Andrelândia), Madre de Deus, Santo Antônio do Rio das Mortes Pequeno e, finalmente, chegava à Vila de São João del-Rei. Tratava-se de uma via bastante movimentada e importante, sendo que pela mesma passou em 1819 o botânico francês Auguste de Saint-Hilaire em uma de suas incursões científicas pelo interior do país, com destino às nascentes do Rio São Francisco. Saint-Hilaire anotou em seu diário que a estrada era utilizada sobretudo para a condução de bois e porcos que eram levados da antiga Comarca do Rio das Mortes (sediada em São João del-Rei) para abastecer o Rio de Janeiro e que tal caminho era muito mais curto do que qualquer outro. A observação de Saint-Hilaire ajuda esclarecer a função de alguns curiosos vestígios ainda existentes na região de Andrelândia, onde se podem visualizar pontos em que a antiga estrada, com alguns metros de largura, era delimitada lateralmente por profundos e largos valos paralelos cavados na terra certamente para facilitar a condução dos animais, que ante os obstáculos laterais seguiam pelo leito da estrada sem possibilidade de extravio, o que facilitava em muito os trabalhos dos tropeiros e tocadores de bois e porcos.

O Caminho do Comércio é, sem dúvida alguma, uma importantíssima variante da Estrada Real e ao seu longo existe um número enorme e variado de atrativos culturais e paisagísticos, além de vários locais para a prática do chamado ecoturismo. As belas cachoeiras e os tanques de criação de trutas da região compreendida entre Rio Preto e Bom Jardim de Minas; a arquitetura colonial, os sítios arqueológicos, as frutas, os doces, o queijo e a cachaça de qualidade produzidos na região de Andrelândia; as fazendas e igrejas centenárias, as serras e as tradições folclóricas da região de Madre de Deus de Minas são pequenos exemplos do imenso e pouco conhecido potencial turístico desse caminho, que ainda precisa ser melhor conhecido e divulgado.

Arquitetura

O conjunto arquitetônico colonial de Andrelândia é significativo, embora já tenha sofrido perdas muito importantes como o sobrado onde funcionava a câmara municipal e a cadeia, o sobrado do Barão de Cajurú, os "Passos", dentre muitas outras. Fato também lamentável é a descaracterização de muitas casas coloniais dada com a substituição das telhas primitivas por modernas telhas francesas, formando uma deselegante mistura de estilos já ocorrida nas residências que pertenceram ao Major Gustavo Ernesto Alves, ao Visconde de Arantes e, até mesmo, com o mais antigo exemplar da arquitetura residencial colonial da cidade, hoje representado por um simples resquício, com suas soleiras de pedra desgastadas denunciando a antigüidade de sua existência.

A arquitetura da cidade é destaque em seus casarões centenários, através de ações da prefeitura, que se preocupa com a preservação da história do município. Em suas antigas construções se destacam as igrejas e capelas, muitas erguidas no estilo barroco. Segue abaixo a lista de igrejas:

Igreja de Nossa Senhora do Porto da Eterna Salvação - Igreja Matriz de Andrelândia.

Cultura e lazer

Artesanato

O artesanato é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural Andrelandense. Em várias partes do município, é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, feita com matérias-primas regionais e criada de acordo com a cultura e o modo de vida local. Esta diversidade torna o artesanato Andrelandense, rico e criativo.

Eventos

Para estimular o desenvolvimento socioeconômico local e pensando no incremento da economia, a prefeitura de Andrelândia juntamente ou não com empresas locais investe no segmento de festas e eventos. Essas festas, muitas vezes atraem pessoas de outras cidade, exigindo uma melhor infra-estrutura no município e estimulando a profissionalização do setor, o que é benéfico não só aos turistas, mas também a toda população da cidade. As atividades ocorrem durante o ano inteiro, em especial em épocas de feriados religiosos.

Festas religiosas

São realizadas nos períodos de comemorações religiosas ao longo do ano. Os principais eventos religiosos de Andrelândia são a Festa de São Sebastião e Folia de Reis, em janeiro; a Semana Santa, em março ou abril; a Festa de São Benedito, em maio; Corpus Christi, em junho e a Festa da Padroeira, em agosto.

Andrefolia

O Carnaval de Andrelândia não é só a festa mais popular de Andrelândia como também do Brasil. É comemorado na praça principal da cidade com as matinês (desfile dos blocos carnavalescos) além de shows de música e da Banda São Pio X. O Andrefolia arrasta o povo pelas ruas e faz a alegria dos foliões. Os blocos mais tradicionais do município são: Nem Ligo do Areão, Unidos do São Dimas, Confetes ao Vento e Das Virgens.

Comenda Visconde de Arantes

Foi instituída pela Lei Municipal 1.311/2002. A comenda homenageia anualmente, no dia 20 de julho, aniversário de fundação da cidade, até dez cidadãos, no campo político, empresarial, social e cultural, que prestaram serviços excepcionais à comunidade andrelandense. A cerimônia de entrega da comenda reúne diversas personalidades andrelandenses.

Exposição Agropecuária e Torneio Leiteiro

É realizado anualmente no feriado de 7 de setembro no Parque de Exposições José Athaíde de Oliveira. É a maior festa da cidade, tendo público médio de cerca de 30 mil pessoas. Nos últimos anos, a estrutura do Parque de Exposições foi reformada, passando por ampliações para receber um número maior de turistas e mais expositores. A festa dura cinco dias e tem como marca registrada, shows de grandes nomes do cenário musical nacional.

Esportes

Andrelândia não tem nenhum esporte de projeção nacional e muito pouco fazem as autoridades competentes para mudar este quadro. De fato, somente nas escolas se dá o devido valor ao esporte como integração e saúde, mesmo assim num âmbito muito restrito, nas aulas de Educação Física. Os jovens praticam o vôlei, o futsal, o basquete, o handebol e a natação. Os andrelandenses também acompanham esportes pela televisão. A natação, considerada como o esporte mais completo, é encarada apenas como brincadeira de criança, diversão nos dias de calor e fins-de-semana, ou pretexto para se bronzear. Nenhuma escola ou entidade esportiva dispõe de ginásios com piscina nem de aparelhos para a prática de exercícios olímpicos. Não existem ginásios, nem quadras poliesportivas destinados à comunidade.

Feriados municipais

Praças

Praça Visconde de Arantes.

Andrelandenses ilustres

Quem nasce em Andrelândia é andrelandense
Fonte: Wikipédia
Previsão do tempo em Andrelândia/MG

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