| Município de Cabo Frio | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | |||||
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| Fundação | 13 de novembro de 1615 (394 anos) | ||||
| Gentílico | cabofriense | ||||
| Lema | |||||
| Prefeito(a) | Marcos da Rocha Mendes (PSDB) (2009 – 2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | Rio de Janeiro | ||||
| Mesorregião | Baixadas IBGE/2008 | ||||
| Microrregião | Lagos IBGE/2008 | ||||
| Região metropolitana | |||||
| Municípios limítrofes | Araruama, Armação dos Búzios, Arraial do Cabo, Casimiro de Abreu, São Pedro da Aldeia e Silva Jardim | ||||
| Distância até a capital | 155 km. km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 400,693 km² | ||||
| População | 186.004 hab. est. IBGE/2009 | ||||
| Densidade | 404,9 hab./km² | ||||
| Altitude | 4 m | ||||
| Clima | Tropical Aw | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,730 (RJ: 11º) – médio PNUD/2000 | ||||
| PIB | R$ 6.462.028 mil (BR: 51º) – IBGE/2006 | ||||
| PIB per capita | R$ 19.024,00 IBGE/2006 | ||||
Cabo Frio é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro. Localiza-se a 22º52'46" de latitude sul e 42º01'07" de longitude oeste, a uma altitude de quatro metros acima do nível do mar. É o sétimo município mais antigo do Brasil. É o principal município da Região dos Lagos. Possui 186.004 habitantes, segundo a estimativa realizada pelo IBGE em 2009. É muito conhecido por suas atrações turísticas, como a Praia do Forte, a principal praia e pelas festas.
Índice |
A ocupação humana das terras onde viria se estabelecer o município de Cabo Frio teve início há mais ou menos seis mil anos, quando um pequeno bando nômade de famílias chegou em canoas pelo mar e acampou no Morro dos Índios até então pequena ilha rochosa na atual barra da Lagoa de Araruama e ponto litorâneo extremo da margem de restinga do Canal do Itajuru.
Conforme as evidências arqueológicas encontradas nesse "sambaquí", que mais tarde seria abandonado pelo esgotamento de recursos para sobrevivência, o grupo nômade dispunha de tecnologia rudimentar e baseava-se numa economia de coleta, pesca e caça, onde os moluscos representavam quase todo o resultado do esforço para fins de alimentação e adorno. Há mais de 1.500 anos, os guerreiros indígenas tupinambás começaram a conquista do litoral da região.
Os restos arqueológicos das aldeias Tupinambás estudados na região de Cabo Frio (Três Vendas em Araruama e Base Aero Naval em São Pedro da Aldeia) e também nos acampamentos de pesca (Praia Grande no Arraial do Cabo) evidenciam uma adaptação ecológica mais eficaz que a dos bandos nômades pioneiros. O profundo conhecimento biológico da paisagem regional, em particular a Lagoa de Araruama e dos mares costeiros riquíssimos em recursos naturais, fez com que o pescado se tornasse a base alimentar dos tupinambás, reforçada pela captura de crustáceos, gastrópodes e moluscos.
A vegetação de restingas e mangues da orla marítima ofereciam excepcionais possibilidades de coleta de recursos silvestres, o que levou ainda a horticultura de várias espécies botânicas, destacando-se a forte presença da mandioca no cardápio e ao domínio das técnicas de cerâmica. A caça, atividade masculina exclusiva, era muito importante como complemento de proteínas na dieta alimentar dos grupos locais.
Os índios tupinambás batizaram a região de Cabo Frio como Gecay, único tempero da cozinha, feito com sal grosso cristalizado. Nos terrenos onde viria se estabelecer a Município de Cabo Frio, foram encontrados quatro possíveis sítios tupinambás. Os dois primeiros, o Morro dos Índios e a Duna Boavista, apresentavam indícios de serem acampamentos de pesca e coleta de moluscos, enquanto o terceiro, a Fonte do Itajuru, próxima do morro de mesmo nome, era a única forma segura de abastecimento de água potável e corrente disponível na restinga.
Na referida elevação junto a fonte, o atual Morro da Guia, acha-se o sítio mais importante da região e um dos mais relevantes do Brasil pré-histórico: o santuário da mitologia tupinambá, formado pelo complexo de pedras sagradas do Itajuru ("bocas de pedra" em tupi-guarani). Sobre estes blocos de granito preto e granulação finíssima, com sulcos e pequenas depressões circulares, os índios contavam histórias do seus heróis feiticeiros que ensinavam as artes de viver e amar a vida. Quando estes heróis civilizadores morriam, transformavam-se em estrelas, até que o sol decidisse enviá-los ao itajuru, sob forma de pedras sagradas, para serem veneradas pela humanidade. Caso fossem quebradas ou roubadas, todos os índios desapareciam da face da terra.
Em 1503, a terceira expedição naval portuguesa para reconhecimento do litoral brasileiro, sofreu um naufrágio em Fernando de Noronha e a frota remanescente se dispersou. Dois navios, sob o comando de Américo Vespúcio, seguiram viagem até a Bahia e depois até Cabo Frio. Junto ao porto da barra de Araruama, os expedicionários construíram e guarneceram com 24 "cristãos" uma fortaleza feitoria para explorar o pau-brasil, abundante na margem continental da lagoa.
Em 1512, este estabelecimento comercial-militar pioneiro, que efetivou a posse portuguesa da "nova terra descoberta" e deu início a conquista no continente americano, e que foi destruído pelos índios tupinambás em função das "muitas desordens e desavenças que entre eles houve" em 1526. Os franceses traficavam pau-brasil e outras mercadorias com os índios, na costa brasileira, desde 1504. Durante as três primeiras décadas do século XVI, praticamente restringiram sua atuação ao litoral da região nordeste.
A partir de 1540, por causa do rigoroso policiamento naval português nestes mares, os franceses exploraram o litoral e levantaram os recursos naturais de Cabo Frio. Em 1556, construíram uma fortaleza-feitoria para exploração de pau-brasil, na mesma ilhota utilizada anteriormente pelos portugueses, junto ao porto da barra de Araruama. A "Maison de Pierre" cabofriense ampliou e consolidou o domínio francês no litoral sudeste, iniciado com o Forte Coligny no Rio de Janeiro, um ano antes.
Cabo Frio possui algumas das praias mais belas do Brasil. A Praia do Forte possui uma beleza inigualável, apresentando aos turistas suas areias brancas e suas águas cristalinas que se mostram em tons esverdeados ou azul-claro. Nesta praia podemos contemplar também o Forte de São Mateus do Cabo Frio, monumento histórico, situado no canto esquerdo da praia, que no período da colonização defendeu a costa da região de invasões estrangeiras e piratas.
Além da Praia do Forte, Cabo Frio possui as seguintes praias: Praia da Brava, Praia de Peró, Praia de Conchas, sendo as praias de Unamar, Aquarius no 2º distrito Tamoios.
A principal praia de Cabo Frio também é conhecida como praia da Barra e tem 7,5 km de extensão. A praia é um dos cartões-postais da cidade e point de jovens e turistas. Em seu extremo esquerdo fica o Forte de São Mateus do Cabo Frio, construção do século XVII. Uma praça de alimentação oferece grande variedade de petiscos. De mar aberto, a praia foi considerada por velejadores internacionais como a maior raia do mundo para a prática do esporte.
Distante 7 km do centro de Cabo Frio, a praia do Peró tem 7 km de extensão e é separada da praia das Conchas por um pequeno canal. Suas águas são límpidas e a temperatura em torno dos 22º, própria para a prática do surf. A Praia das Conchas é frequentada pelos aficionados pela pesca de arremesso. Os peixes mais capturados nesta praia são badejo, anchova e tainha. O lugar oferece também uma bela vista das ilhas de Cabo Frio. Em toda sua orla existem quiosques, restaurantes e música ao vivo.
Localizada a 700 metros do centro, de formação lacustre, banhado pelo Canal do Itajuru e têm 400 metros de extensão. A área em torno da praia é residencial. Dela se avista o bairro da Gamboa e a Ponte Feliciano Sodré e a Nova Ponte.
Localizada a 5 km do centro. Nela se concentra a pesca do camarão. A praia é lacustre. Em torno dela se encontra a Igreja de São Pedro e a Praça Júlia Fonseca. Situada às margens da Lagoa de Araruama, a praia do Siqueira possui calçadão iluminado e quiosques com música ao vivo. A praia tem 2 km de extensão e suas águas têm temperatura entre 24°C à 26°C.
Próxima ao Aeroporto de Cabo Frio, a praia do Sudoeste faz parte da Lagoa de Araruama. Própria para piqueniques - não esquecendo, é claro, de deixar a praia limpa. Também possui alta salinidade, o que requer muito cuidado na exposição ao sol.
A praia mais apropriada para a prática do surf, pela força de suas ondas, é cercada por enormes dunas de areias brancas. O acesso pode ser feito pelo bairro do Braga ou ainda seguindo até o final da Praia do Forte. É recomendado cuidado no banho de mar nesta praia, onde é grande a presença de redemoinhos, formados por correntezas.
Famosa por suas águas frias, é uma praia de águas profundas e bastante perigosa por suas correntezas. No entanto, a praia é boa opção para quem quer tranquilidade, pois não é muito frequentada como a praia do Forte. Fica no km 4 da estrada que liga Cabo Frio a Arraial do Cabo.
Situada no bairro das Palmeiras, distante 3 km do centro, a praia das Palmeiras fica na Lagoa de Araruama e é própria para a captura de camarão e siri. Em sua paisagem encontram-se muitas embarcações de pesca. No local existem quiosques e barracas com aperitivos, pescados da região e música ao vivo. Também podem ser encontradas grandes quantidades de conchas. A praia é cercada por altas palmeiras e coqueiros, que deram nome ao bairro.
Cercada por escarpas de uns 20m de altura, e com 400m de extensão, a Praia Brava tem à sua frente a Ilha dos Papagaios, um local bastante selvagem. Com águas claras e muito agitadas, é a praia a onde se pratica o nudismo. É também muito procurada por surfistas. Está situada entre a Ponta do Peró e o Morro do Farolete (Ogiva). O final do percurso é feito a pé, por uma trilha de pedra em terreno em declive.
Entre as inúmeras ilhas de Cabo Frio, destacam-se a Ilha dos Anjos, onde se pesca o melhor camarão da região; a Ilha dos Pargos, rica em anchovas; Ilha Dois Irmãos, Ilhas dos Papagaios, Ilha do Japonês, famosa por proporcionar trilhas para caminhadas, e Ilha Comprida, apropriada para a prática do mergulho e pesca submarina. Durante a noite, em geral nos meses de verão, é comum a prática de arrasto de camarão sob a luz de lanternas.
O Gamboa Shopping é um shopping a céu aberto na Rua dos Biquínis. O shopping possui uma cobertura com imensos toldos em formato de lírios, para amenizar o calor durante o dia. Apesar do comércio o shopping não deixou de lado a parte natural, com jardins com bastante verde e passarelas de madeira.
Construído pelos portugueses entre 1616 e 1620 com o objetivo de defender a costa contra franceses, ingleses e holandeses em busca da imensa quantidade de pau-brasil que havia na região. Os canhões utilizados nas batalhas ainda se encontram voltados para o mar, como se estivessem prontos para defender o município de novos ataques.
A casa onde os soldados viviam serve hoje como um espaço para artesãos mostrarem seus trabalhos. Do forte se tem uma completa vista de toda a extensão da praia do Forte até Arraial do Cabo. Do lado oposto à praia, pode-se ver a Ilha do Japonês, local pouco explorado, com pescadores em barcos pequenos e coloridos e embarcações maiores que seguem para alto mar.
O bairro da Passagem surgiu como um ponto de apoio na travessia para o Canal do Itajurú, e ainda mantém características da época da fundação do município, pois ali surgiram as primeiras construções. As riquezas arquitetônicas e históricas transformaram o local em ponto turístico.
Um belo passeio é caminhar pelas ruas estreitas e ainda com calçamento antigo, para se poder apreciar a beleza das construções antigas, as casas em estilo colonial do século passado, com suas janelinhas baixas, lampiões, todas tombadas pelo Patrimônio Histórico. Algumas destas casas ainda conservam as famosas telhas moldadas nas coxas das escravas grávidas. A Passagem tornou-se uma vila de pescadores, após o núcleo urbano do município ter sido transferido para o Centro.
A Igreja de São Benedito, construída em 1701, faz parte do patrimônio que este bairro abriga. A capelinha foi construída especialmente para os negros, e prima pela simplicidade.
Localizado no meio do Canal do Itajurú, no bairro do Portinho. O monumento leva este nome por apresentar na coluna que o sustenta uma inclinação, devido ao movimento e força das marés. O Anjo foi esculpido em pedra sobre uma coluna de 9 metros de altura, em homenagem à abertura do Canal Artificial Palmer, no início do século 20.
No prédio hoje encontra-se o Museu e Casa de Cultura José de Dome. Já foi orfanato, numa época em que crianças eram abandonadas com certa freqüência, havia ai uma roda onde eram colocados esses bebês, e retirados do outro lado, onde recebiam abrigo, alimentação e educação. Serviu também de abrigo durante a Segunda Guerra Mundial.
Construído em 1837, recebeu este nome Charitas (pronuncia-se Cáritas) ou Casa de Caridade e é hoje, um espaço com atividades culturais permanentes. Promove oficinas, seminários e cursos durante todo o ano, além de apresentar espetáculos de teatro, música e dança. Ai se encontra também, em exposição permanente, a obra do artista plástico José de Dome, que viveu longo período em Cabo Frio. Fica na avenida Assunção esquina com a avenida Nilo Peçanha, no Centro da cidade. A visitação é de segunda a sexta-feira, das 8 às 20h; sábado, domingo e feriados, das 14 às 20h.
O carnaval da cidade é um dos mais tradicionais do interior do estado do Rio de Janeiro, sendo o segundo carnaval do estado atrás apenas da capital, tem movimentando muitos foliões que se organizam no Cabofolia, no final do mês de janeiro e do desfile das escolas de samba, em fevereiro.
Localizada no bairro da Passagem, A igreja foi construída em 1701 com o objetivo de realizar missas para os negros, pois a discriminação racial era ainda bem forte na época. Um dos Santos mais populares do Brasil, o Santinho Preto.
Uma réplica de um barco de pesca foi colocada em seu altar, representando a humildade e a fé dos frequentadores.
Construída pelos padres franciscanos em 1740, esta pequena capela situada no alto do Morro da Guia oferece uma belíssima vista da cidade e é cercada de "lendas".
A imagem de Nossa Senhora da Guia foi colocada na capela apenas em 1982 quando passou por uma reforma.
Conforme a lenda, havia um altar para a imagem de Nossa Senhora da Guia no Convento Nossa Senhora dos Anjos, que fica bem no pé do Morro da Guia. Porém quando colocada neste altar, no dia seguinte, pela manhã, aparecia sempre no alto do morro. Era, então, levada para baixo e recolocada no Altar, e novamente ao amanhecer aparecia a imagem no alto do morro. Após algumas tentativas frustradas, resolveram construir a Capela de Nossa Senhora da Guia, exatamente no alto do morro, e foi colocada ali a imagem da Santa, fazendo assim a sua vontade.
Após as reformas foi construído um mirante que permite ter uma vista panorâmica da cidade. Durante a noite a vista é inesquecível. Vale a pena visitar.
Tem que se fazer a subida a pé, pois a entrada de veículos só é permitida para o transporte de pessoas idosas ou portadores de necessidades especiais.
O altar-mor, em estilo barroco, com detalhes em ouro, guarda a imagem da Padroeira esculpida em madeira.
Esta foi a terceira imagem trazida ao Brasil no século XVII, vindo direto para a Matriz de Cabo Frio.
Uma capela foi construída em homenagem a Nossa Senhora da Conceição, do lado direito dentro da Matriz.
Esta imagem de Nossa Senhora da Conceição foi encontrada em 24 de setembro de 1721, por um pescador, numa grota de pedras, num lugar chamado "Taboleiro". A imagem é feita de nogueira, medindo pouco mais de um palmo. *
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