Colônia do Gurguéia - Piauí - Informações sobre a cidade

Município de Colônia do Gurguéia
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Brasão desconhecido Bandeira desconhecida
Hino
Aniversário 29 de abril
Fundação 13 de maio de 1959
Gentílico coloniense
Lema
Prefeito(a) Raimundo José Almeida de Araújo
(2005 – 2008)
Localização

08° 10' 55" S 43° 47' 31" O08° 10' 55" S 43° 47' 31" O
Unidade federativa  Piauí
Mesorregião Sudoeste Piauiense IBGE/2008
Microrregião Bertolínia IBGE/2008
Região metropolitana
Municípios limítrofes Alvorada do Gurguéia, Manoel Emídio, Eliseu Martins
Distância até a capital 545 km
Características geográficas
Área 430,613 km²
População 5.947 hab. est. IBGE/2009
Densidade 13,1 hab./km²
Altitude 216 m
Clima
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,641 médio PNUD/2000
PIB R$ 11.106 mil IBGE/2005
PIB per capita R$ 2.007,00 IBGE/2005

Colônia do Gurguéia é um município brasileiro do estado do Piauí. Localiza-se a uma latitude 08º10'55" sul e a uma longitude 43º47'31" oeste, estando a uma altitude de 216 metros. Sua população estimada em 2007 era de 5 700 habitantes.

História

O Município de Colônia do Gurguéia originou-se de um projeto colonizador implantado no dia 13 de maio de 1959 pelo agrônomo Agostinho Reis. Na implantação, o projeto era chamado, Núcleo Colonial do Gurgueia e só recebeu o nome de Colônia do Gurgueia depois que fora emancipado politicamente em 29 de abril de 1992, sob a lei estadual de nº 4.477/92 de 29 de abril de 1992, tornando-se independente do Município mãe, Eliseu Martins. Com a divisão territorial Colônia do Gurguéia se tornava de fato uma circunscrição administrativa autônoma do estado, governada por um prefeito e uma câmara de vereadores. Os administradores do Instituto Nacional de Colonização e Roforma Agrária INCRA, como Agostinho Reis, João Alfredo Gaze e Vidal Cortez, tiveram um papel muito importante no processo de desenvolvimento daquela municipalidade. Agostinho Reis, como primeiro administrador do Núcleo Colonial, dedicou os melhores dos seus dias em busca do progresso para aquela região. Além dos administradores que sucederam Agostinho, na busca por dias melhores, o agrônomo florianense contou com a ajuda do Padre José de Anchieta que foi a peça decisiva no processo de emancipação política e desenvolvimento da cidade.

Atendendo uma solicitação de Dom Avelar Brandão Vilela numa reunião dos bispos do Nordeste em Capina Grande na Paraíba, o Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, através do Decreto 39.284, de 30 de maio de 1956, criou o Núcleo Colonial no Vale do Parnaíba, mas como a área escolhida para implantção do projeto não atendia os requisitos para tal, olharam para a Região Sul do Piauí, e no Vale do Gurgueia encontraram área adequada para um projeto de tamanha envergadura.

A escolha recaiu sobre essa área em função da fertilidade dos solos aluviais às margens do Rio Gurgueia que apresentavam produtividade superior a 04 toneladas de arroz/hectare (sem adubação) e dos baixões de Lagoa Cercada, com nítida vocação para a cultura do milho. Após muitas tentativas de Dom Avelar Brandão Vilela, no dia 13 de maio de 1959, o agrônomo florianese Agostinho Reis que fora convidado e aceitou de bom grado, ser o primeiro administrador do projeto, lançou no Vale do Gurguéia, na gleaba Piripiri, a pedra fundamental de instalção do projeto colonizador. Como parte da solenidade, o Padre José de Anchieta celebrou uma missa debaixo de um pé de Pau d`arco na presença de algumas autoridades e em torno de 46 ribeirinhos, moradores das cercanias. Ao término da missa, Agostinho Reis, proferiu um discurso narrando toda a trajetória por ele percorrida até ali e focando na grandiosidade daquele momento: Em nome do Governo Federal, declaro iniciados os trabalhos de Instalação do Núcleo Colonial do Gurguéia."Fiquem todos certos de que os ventos benfazejos do progresso haverão de soprar em direção a estas paragens e num futuro que esperamos ser o mais breve possivel, neste local surgirá um grande pólo de desenvolvimento" GURGUÉIA: O Vale da Esperança Pag 45-46.

Ao contrário do Estado a que pertence, o Município de Colônia do Gurgueia iniciou suas atividades com ênfase para a agricultura, em especial a cultura de arroz, a que mais suportava as inundações anuais da área aluvial.

Durante mais de trinta anos assim permaneceu: arroz na sede e milho e feijão em Lagoa Cercada, entretanto com produtividades decrescentes em função da forte infestação de ervas daninhas e da compactação dos solos (em Colônia não se usa mais arado e não se conhece subsolador).

Ainda na década de 60, o Padre Anchieta Cortez, fundou a Aliança do Gurguéia, procurando aperfeiçoar o trabalho realizado pelo então IBRA – Instituto Brasileiro de Reforma Agrária, sobretudo no que respeita ao tamanho dos lotes e ao recrutamento e seleção de colonos, priorizando o homem da terra. No Núcleo de Colonização do Gurguéia os lotes da área aluvial são de apenas 04 hectares e muitos colonos vindos de Pernambuco não se adaptaram e retornaram à sua terra de origem. Em Aliança do Gurgueia as desistências foram mínimas.

Nesse ínterim, em 1975, estabelecia-se na Fazenda Tranqueira, a SAT – Sociedade Agropecuária Tranqueira Ltda, então município de Eliseu Martins, empresa que, basicamente dedicava-se à cultura de arroz irrigado (170 hectares), à pecuária de corte e ao beneficiamento de arroz, iniciando um rápido ciclo de lavouras irrigadas no Gurguéia, sobretudo em Bom Jesus e Cristino Castro.

A SAT propiciou emprego permanente a mais de 30 pessoas, entre tratoristas, irrigantes, mecânicos, vaqueiros, motoristas e pessoal de escritório, dentre outros, chegando a mais de 100 pessoas, quando chuvas extemporâneas impediam a colheita mecânica e a empresa se via obrigada a recorrer a colheita manual, contribuindo de forma decisiva para ocupar a mão-de-obra na entressafra, contribuindo assim para aumentar a fixação dos colonos.

O trabalho da SAT, além de servir de modelo para outros produtores no Vale do Gurgueia resultou na introdução de inúmeras variedades de arroz e pastagens para a Região, dente as quais destacamos, as cultivares de arroz Lageado(vinda do Maranhão) e Cica 4 (trazida do IPA, em Pernambuco) e as forrageiras Brachiária dàgua e Estrela Africano, ambos em parceria com o Sr. Manoel Almeida, pecuarista em Eliseu Martins.

Em 1982, com a impossibilidade de um dos sócios continuar na administração do negócio, os demais decidiram encerrar a sociedade, e, com ela, um importante capítulo da história da Colônia.

A década de 80, com produtividades de arroz muito baixas e colheita manual dentro d’água, foi marcada pela transição do aproveitamento dessas áreas para a produção de pastagens e de feijão de vazante.

Para tanto, os pequenos produtores do Gurguéia, empiricamente, foram desenvolvendo técnicas de produção de feijão a partir do momento que a “terra racha”, tendo começado os trabalhos plantando a semente em pequenos orifícios feitos manualmente com varas pontiagudas. Dessa forma a semente era depositada em solo úmido sem desestruturar o solo com operações mecânicas, proporcionando colheitas de Pitiúba até chover novamente. Outros plantavam sementes pré-germinadas.

Apesar dessas vantagens, o método não permitia que se plantasse mais que 01 hectare por família, vez que demandava muita mão-de-obra. Aos poucos foi se descobrindo que uma gradeação leve, propiciava rápida limpeza da área e quebrava a capilaridade do solo, permitindo que ele continuasse úmido na área ocupada pelo sistema radicular do feijoeiro.

Na década de 90, a área aluvial da Colônia consolidou-se como produtora de gado de corte e de feijão de vazante. A maioria dos colonos, quando tomava um empréstimo de Custeio Agrícola, comprava uma rês para garantir o pagamento ao Banco em caso de frustração da lavoura. Com a inflação vigente àquela época o raciocínio estava corretíssimo.

Estas atividades, no entanto, estão sofrendo desde então, graves conseqüências do desmatamento das matas ciliares, nas duas margens, a partir de Redenção do Gurgueia até Canavieira. Em Colônia do Gurgueia a situação se agravou com a queda de uma ponte que se constituiu em verdadeira barragem, reduzindo a correnteza, a montante e a jusante e, por conseguinte veio o assoreamento e a formação de sangradouros que hoje nos propomos a corrigir.

Paralelamente houve um explosivo aumento no número e na resistência das pragas e doenças do feijoeiro, cujo combate é feito aleatoriamente por falta de assistência técnica, óbice perfeitamente sanável pela EMBRAPA e pelo EMATER que dispõem de técnicos especializados em Teresina.

Em 29 de abril de 1992, foi criado o município de Colônia do Gurguéia, desmembrado de Eliseu Martins, na microrregião Sudoeste Piauiense.

Notas

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Quem nasce em Colônia do Gurguéia é coloniense
Fonte: Wikipédia
Previsão do tempo em Colônia do Gurguéia/PI

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