| Município de Manhuaçu | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | 5 de novembro | ||||
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| Fundação | 5 de novembro de 1877 | ||||
| Gentílico | manhuaçuense | ||||
| Lema | "Construindo Manhuaçu que todos queremos" | ||||
| Prefeito(a) | Adejair Barros(posse:16 de março de 2010) (PPS) (2009 – 2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | Minas Gerais | ||||
| Mesorregião | Zona da Mata IBGE/2008 | ||||
| Microrregião | Manhuaçu IBGE/2008 | ||||
| Região metropolitana | |||||
| Municípios limítrofes | Manhumirim, Simonésia, Santa Bárbara do Leste, Vermelho Novo, Caputira, Matipó, São João do Manhuaçu, Luisburgo, Reduto, Raul Soares | ||||
| Distância até a capital | 290 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 627,281 km² | ||||
| População | 78.605 hab. est. IBGE/2009 | ||||
| Densidade | 117,6 hab./km² | ||||
| Altitude | 635 m | ||||
| Clima | tropical Aw | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,776 médio PNUD/2000 | ||||
| PIB | R$ 908,147.12 mil IBGE/2007 | ||||
| PIB per capita | R$ 12,223.58 IBGE/2007 | ||||
Manhuaçu é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2009 era de 78.605 habitantes.Como chegar: Manhuaçu é cortada pelas rodovias MG 111 e BRs 262 e 116. A cidade está a 290 km de Belo Horizonte, 224 km de Vitória, 420 km do Rio de Janeiro, 70 km de Carangola e 80 km de Caratinga.
Índice |
O topônimo Manhuaçu é de origem tupi. Segundo Sampaio significa "chuva grande" com base nos termos aman'y mais asu. Hélio Consolaro apresenta a explicação como sendo do tupi mandi (peixe) mais, yuba "amarelo" mais asu "grande", outros confirmam o historia que Manhu é igual rio, e Açu significa grande. Manhuaçu = (Rio Grande).
Emancipado em 5 de novembro 1877, Manhuaçu só passou à condição de cidade alguns anos depois. Nesse período, perdeu uma área territorial que originou mais de 70 municípios da porção leste do estado de Minas Gerais. O primeiro distrito a se emancipar foi Caratinga, em 1890, e os últimos, Reduto e Luisburgo, em 1995. Hoje o município tem 622 km² e continua sendo o maior da micro-região, além de ser pólo-econômico ,de prestação de serviços e oferecer a melhor infra-estrutura hoteleira para turismo da região Vertente do Caparaó.
Atualmente, além da sede, os distritos são: Dom Correia, São Sebastião do Sacramento, Vila Nova, Realeza, Ponte do Silva, São Pedro do Avaí, Palmeiras do Manhuaçu e Santo Amaro de Minas, com as vilas de Palmeirinhas, Bom Jesus de Realeza.
O nome do município é originado da palavra indígena mayguaçu, que significa rio grande, numa designação dos índios, os primeiros habitantes, ao rio local.
A ocupação e o povoamento da Zona da Mata, onde está Manhuaçu, tem muita relação com os povos indígenas, mas o desenvolvimento do café, sua principal riqueza, aconteceu com grande destaque durante o Ciclo do Ouro, no Brasil Colônia. Enquanto as regiões de Ouro Preto, São João del-Rei, Mariana e Congonhas se baseavam na extração mineral, a Zona da Mata se dedicava aos produtos agrícolas, justamente para suprir a demanda dos mineradores.
Os primeiros grupos de sertanistas que chegaram às partes dos rios Pomba, Muriaé e Manhuaçu tinham como objetivo a captura dos índios para trabalharem como escravos nas fazendas da capitania do Rio de Janeiro, além de buscas de riquezas minerais e medicinais (como a planta chamada poaia ou ipecacuanha) e, posteriormente, com a intenção de criar fazendas férteis na região.
No início do século XIX, o comércio de poaia se estabeleceu em Manhuaçu, através de Domingos Fernandes Lana que, junto com os índios, abriu caminhos para diferentes locais da área recebendo o título de desbravador do Manhuaçu.
Alguns anos mais tarde, o guarda-mor Luís Nunes de Carvalho e o alferes José Rodrigues da Siqueira Bueno, vindos de Ponte Nova e Abre Campo (Manhuaçu pertenceu a Ponte Nova até 1877), implantaram as primeiras unidades de exploração agrícola, usando da mão de obra indígena.
O declínio do Ciclo do Ouro intensificou o processo de ocupação da Zona da Mata. Em 1830, a pecuária começou a desdobrar-se para o interior do estado e o café foi expandindo-se. Manhuaçu foi influenciado e, já nesse período, adotou o produto como sua principal cultura. A população deixou a região aurífera e foi para as lavouras de café. Entre 1822 e 1880, a região viu seu número de habitantes saltar de 20 para 430 mil pessoas.
O café já se tornara, em 1830, o principal produto de exportação de Minas Gerais, sendo a Zona da Mata a maior produtora. Começou pela fronteira com o Rio de Janeiro e depois foi se interiorizando em Minas Gerais.
Na área que hoje corresponde a Manhuaçu, e como forma de pacificar os indígenas que lutavam bravamente contra os invasores brancos, em 1843 foi fundado um aldeamento pelo curador Nicácio Brum da Silveira, no local que hoje é o bairro Ponte da Aldeia.
Diversas fazendas foram surgindo, aumentando desta maneira o número de povoadores, que começaram a trazer suas famílias, criando gado bovino e suíno e iniciando o plantio de café. Em 1846, autorizado pelo curador do município, Antônio Dutra de Carvalho alugou alguns índios para a abertura da primeira estrada.
Três foram os fatores decisivos para a rápida expansão cafeeira: a fácil obtenção de terras adequadas ao cultivo; a abundância de escravos, dispensados da mineração; e os altos preços do café no mercado externo.
Contudo, o transporte era um grande obstáculo e aumentava os custos do café. A solução do problema veio em pouco tempo. As estradas de ferro Leopoldina Railway e Dom Pedro II alcançaram os centros comerciais da região e a produção começou a ser escoada mais rápida e facilmente.
O café criou uma enorme dependência, inclusive uma ligação maior com o Rio de Janeiro, já que era o caminho da exportação, mas foi ele também que impulsionou o crescimento urbano na segunda metade do século XIX. Nesse período foram elevados a município: Mar de Espanha (1851), Juiz de Fora e Ubá (1853), Leopoldina (1854), Muriaé (1855), Cataguases (1875), Manhuaçu (1877) e Carangola (1878).
Conforme o Diagnóstico Municipal de Manhuaçu (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais – Sebrae, 1996:14): “A parte que corresponde a Manhuaçu, entre 1860 e 1874, também foi influenciada com a chegada de imigrantes alemães, suíços e franceses, vindos da Colônia de Nova Friburgo (RJ) e do Vale do Canaã (ES)”. Na mesma época, havia três povoados, que nucleavam a população residente nas fazendas do atual Manhuaçu: Santa Margarida, São Simão e São Lourenço. Foi neste último que surgiram, em 1872, as primeiras manifestações em prol da emancipação político-administrativa.
A freguesia de Manhuaçu foi criada em 1875 e instituída em 1878, enquanto o município foi criado em 5 de novembro de 1877. Sua sede inicialmente foi em São Simão (hoje Simonésia) e transferida para a Vila de São Lourenço em 1881.
Em 1905, a produção cafeeira da Zona da Mata era significativa, sendo Muriaé o maior produtor, com 1,5 milhão de arrobas. Contudo o Rio de Janeiro ainda era o maior produtor nacional, até que a hegemonia fluminense entrou em decadência e foi superada por São Paulo, que antes estava atrás de Minas Gerais. Entre os anos de 1880 e 1930, o café ganhou força na região mineira, foi nesse período em que se desenvolveu a produção de Manhuaçu:
No entanto, em 1896, a disputa pelo poder local entre dois coronéis, Serafim Tibúrcio da Costa e Frederico Antônio Dolabela, teria provocado conseqüências negativas na economia.
Após perder as eleições de modo considerado fraudulento, o Coronel Serafim Tibúrcio e seu companheiro Coronel Antônio de Miranda Sette pegaram em armas, proclamando a República de Manhuaçu, inclusive emitindo títulos de crédito em nome da Fábrica de Pilação de Café e nomeando autoridades. A polícia estadual não conseguiu superar os coronéis Tibúrcio e Antônio de Miranda e seus homens. Com o apoio das forças federais, o levante foi derrubado e os revoltosos fugiram pelo vale do Manhuaçu, fundando pequenos povoados como Alegria de Simonésia e até o estado do Espírito Santo.
Apesar das disputas políticas e dificuldades, no final do século XIX e início do XX, a população de Manhuaçu já dispunha do jornal O Manhuaçu (criado em 1890), da Estrada de Ferro Leopoldina (1915), da Companhia Força e Luz de Manhuaçu (1918) e do Banco Hipotecário e Agrícola de Minas Gerais (1920). Ainda hoje, vários casarões dessa fase estão de pé e abrigam famílias, empresas e entidades, no trecho antigo da cidade.
Durante o último século famílias italianas e das comunidades árabes se mudaram para Manhuaçu, ampliando a diversidade iniciada com a vinda suíços, franceses e alemães.
Pela lei provincial nº 2557, de 3 de Outubro de 1880, transfere a sede da vila da vila de São Simão para a de São Lourenço. Pela lei provincial nº 2766, de 30 de Setembro de 1881, transfere novamente a sede da vila de São Lourenço para o município de Manhuaçu.
Manhuassu para manhuaçu teve sua grafia alterada, pela nº 336, de 27 de Dezembro de 1948.
O município localiza-se na porção norte da Mesorregião da Zona da Mata mineira. A sede dista por rodovia 290 km da capital Belo Horizonte.
A altitude da sede é de 635 m, possuindo como ponto culminante a altitude de 1730 m.
O clima é do tipo tropical com chuvas durante o verão e temperatura média anual em torno de 21 °C, com variações entre 15 °C (média das mínimas) e 27 °C (média das máximas). (ALMG)
O município está inserido na bacia do rio Doce, sendo banhado pelo rio Manhuaçu.
População Total: 78.605 mil habitantes
(Fonte: AMM)
(Fonte: PNUD/2000)
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Hoje Manhuaçu já possui a segunda maior economia da Zona da Mata ficando à frente de Ubá e Muriaé que possuem uma população maior. O café ainda representa boa parte da renda da cidade, sendo característico da nossa região. Mas, hoje, Manhuaçu conta com uma prestação de serviços e uma diversificação no comércio tão grande que a cidade abre espaços para novos elementos no setor de varejo. Isso fez com que grandes redes como Ricardo Eletro, Magazine Luiza, Casas Bahia, Coelho Diniz e Ponto Frio se instalassem na cidade.
Com essas mudanças em menos de três anos, o comércio local se aprimorou obrigando pequenas lojas típicas da cidade a investirem maçiçamente para atrair os clientes. O setor de prestação de serviços vem crescento também junto com essa alta: novas empresas relacionadas com cobrança, marketing, tv, rádio, assim como também telefonia fixa e móvel, se instalaram e hoje operam com ganhos muito significativos. A cidade tornou-se um pólo comercial e industrial.
A área educacional de Manhuaçu sofreu algumas mudanças e trouxe algumas melhorias para a cidade.Eram pequenas instituições e hoje se tornaram grandes empresas que construíram história e são reconhecidas no Brasil inteiro. No princípio, só existia uma faculdade, a Fadileste, que surpreendeu a população com o reconhecimento de seus cursos, mas havia um problema, pois sua localização era no distrito de Reduto o que dificultava o acesso dos alunos. Reduto emancipou-se, transformando-se em um município. Logo depois se cria uma nova instituição, a Faculdade de Ciências Gerenciais de Manhuaçu - FACIG, localizada bem no centro da cidade. Isso facilitava o acesso dos alunos e trouxe grande satisfação à população. Dos mesmos mantenedores, surge o Colégio América, que trouxe para Manhuaçu o maior grupo educacional do país, o Colégio Objetivo e os cursos a distância da Universidade Paulista - UNIP. Pelo desejo de uma educação infantil de qualidade uma professora da rede pública municipal surge a Escola Infantil Crescendo Passo-a-Passo. No ano de 2000 surge o CEM (Centro Educacional de Manhuaçu) que além de atuar em todos os setores da educação básica, posteriormente passou a oferecer ensino e à distância em parceria com a UNOPAR. Também no ano de 2000, do ideal de dois educadores da rede pública estadual, foi inaugurada a Escola do Futuro. Essa escola, hoje com 10 anos de existêcia, atua desde a educação infantil até o ensino médio e é referência de qualidade em toda a região. Em 2003 também foi criada a Faculdade do Futuro, trazendo cursos de graduação de grande importância na área de saúde, o que resultou em grandes investimentos para a criação de toda a infra-estrutura necessária. Hoje a Faculdade do Futuro também oferece pós-graduação presencial nas áreas em que atua. Em Manhuaçu também há outra faculdade, a DOCTUM, que oferece um ótimo curso de Direito, já tendo formado várias turmas. Muitos anos de conquistas de todas essas instituições de ensino tornaram-nas grandiosas na cidade, oferecendo cursos técnicos,tecnológicos,superiores e de pós-graduação à população,em várias áreas.
No município de Manhuaçu encontra-se um dos hospitais filantrópicos de destaque em todo estado de Minas Gerais por sua alta taxa de ocupações e dedicação a seus pacientes. O Hospital César Leite conta hoje com 216 leitos, sendo 34 particulares e convênios e 182 credenciados ao Sistema Único de Saúde (SUS), ou seja, um percentual de 84,2% apenas para o SUS. Sua taxa de ocupação total gira em torno de 96%. A administração do hospital empenha-se em exercer a filantropia aumentando o atendimento ao SUS na parte de cirurgias eletivas, parto humanizado, cirurgias de catarata e transplante de córnea que já é realizado no hospital. Os dirigentes mantêm-se otimistas e com muita fé e criatividade, apesar da crise no setor da saúde, têm procurado sanear as finanças da instituição e continuar investindo na qualidade do atendimento e no cumprimento da função social e humanitária da instituição. "Nós entendemos que o que nos diferencia hoje dos outros hospitais filantrópicos do estado é a transparência, dedicação e a capacidade que sua atual diretoria tem de conviver com as dificuldades e também por ele ser hoje uma entidade muito bem organizada e saneada", declara Ronald Magno Fucio Sousa, administrador do César Leite e um dos responsáveis pelos índices positivos do hospital. Apesar das dificuldades enfrentadas pelos hospitais credenciados ao SUS, a entidade tem conseguido realizar melhorias significativas na qualidade do atendimento ao paciente, através de reformas e melhoramentos em sua estrutura física através de investimentos em tecnologia e setor de pessoal. Nos últimos dois anos, foram investidos R$ 2 milhões nos diversos setores da entidade, adquiridos através de emendas parlamentares e com recursos próprios do Plancel, plano de saúde do hospital. Graças a esse investimento foi inaugurado um setor de Pediatria com capacidade para 30 leitos (com acomodação inclusive para mães); houve reformulação geral do bloco cirúrgico com nove salas, atendendo todas as reivindicações da Vigilância Sanitária e dos profissionais. Foram adquiridos diversos equipamentos para maternidade além da construção de uma lavanderia. Todas as enfermarias credenciadas pelo SUS foram reformadas e investidos cerca de R$ 160 mil na informatização do hospital, tornando integradas a recepção, farmácia e faturamento para gerar um controle perfeito de saída e gastos de materiais.
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