| Município de Nova Olinda do Maranhão | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | 10/11 | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Fundação | 1997 | ||||
| Gentílico | nova olindense | ||||
| Lema | |||||
| Prefeito(a) | Delmar Barros da Silveira Sobrinho (Democratas) (2009 – 2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | Maranhão | ||||
| Mesorregião | Oeste Maranhense IBGE/2008 | ||||
| Microrregião | Pindaré IBGE/2008 | ||||
| Região metropolitana | |||||
| Municípios limítrofes | Santa Luzia do Paruá,Santa Helena,Araguanã,reserva indígena(Pico demarcado pela FUNAI) | ||||
| Distância até a capital | 350 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 2.464,124 km² | ||||
| População | 17.835 hab. est. IBGE/2009 | ||||
| Densidade | 5,7 hab./km² | ||||
| Altitude | m | ||||
| Clima | Tropical | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,568 médio PNUD/2000 | ||||
| PIB | R$ 46.699 mil IBGE/2005 | ||||
| PIB per capita | R$ 3.260,00 IBGE/2005 | ||||
Nova Olinda do Maranhão é um município brasileiro do estado do Maranhão. Sua população estimada em 2009 era de 17.835 habitantes.
Índice |
A história de Nova Olinda do Maranhão tem seu início exatamente no ano de 1963, com a chegada do senhor Antonio Ferreira com sua esposa Maria Oneide, ainda chegaram as famílias de Antonio Feitosa Bezerra (Gurupi), Pedro Sois, Acelino Bezerra, João Bezerra e Gonçalinho Porfirio. Todos vinham em busca de novas terras que fossem férteis para o cultivo de arroz, mandioca, milho, feijão e outros produtos. Naquele mesmo ano foram feitas as primeiras aberturas nas matas. As primeiras habitações (barracos) foram feitos onde é atualmente o cemitério local e próximo à atual rua da Igreja, pois havia água nas proximidades no chamado igarapé do barraco. No ano de 1963, no dia 3 de fevereiro, Antonio Ferreira trouxe sua esposa à senhora Maria Oneide de Azevedo, a quem se atribui o nome de Nova Olinda, esse nome era o mesmo de um povoado que eles haviam morado nas margens do rio Parnaíba (lado maranhense), foi confeccionado uma placa e colocado nas proximidades do bairro Trator (Bem vindos a Nova Olinda)
A primeira missa foi rezada no ano de 1964 pelo Padre Joaquim em uma residência, nos anos seguintes as missas foram realizadas na Igreja velha (Capela atual de Santa Tereza)
O primeiro novaolindense foi Raimundo Nonato Bezerra, que também foi o primeiro nascido em Nova Olinda em 31 de agosto de 1964, filho de Acelino Bezerra, parto realizado em casa de dona Maria Oneide.
Nos anos seguintes surgiram mais habitações, surgindo então os primeiros bairros, o Trator foi o primeiro a formar-se, depois foi o bairro da piaba. Em 1973, chegam os missionários Robert e Dollores, vindos dos Estados Unidos, que moravam onde é atualmente a rua dos Americanos (a rua era chamada antes da chegada dos missionários de "Faca Larga" por causa de um morador que possuía uma faca nesse formato. Eles tinham o trabalho de evangelização junto aos indígenas Urubus Kaapor. O casal trouxe várias mudas e sementes de acerola, abóbora, pepinos e o mais destacado o guaraná, eles tinham uma panela especial para fazer conservas de alguns produtos. Nos anos seguintes a localidade recebeu varias famílias vindas de outras regiões e outros estados, todos vinham em busca de melhores dias, o trabalho básico eram a agricultura e exploração da madeira. Com a nova abertura da estrada BR-316 o povoado foi crescendo de forma gradativa, sendo em poucas décadas destaque na região. Alguns estados como o Ceará, Piauí, Pernambuco e Alagoas, contribuíram para a formação do povo novaolidense.
Durante um período longo da história dessa cidade, sobretudo na década de 1980, os líderes políticos e comunitários, lutaram pela criação do município de Nova Olinda, que era distrito de Turiaçu até o ano de 1987, quando passou a pertencer a Santa Luzia do Paruá até o ano de 1996. Mesmo assim os líderes não se deram por vencidos, e no ano de 1994, através da Lei nº 6.159, no dia 10 de novembro, foi criado o município de Nova Olinda do Maranhão, juntamente com outros oitenta novos municípios. O Município foi instalado em 1 de janeiro de 1997.
Terceiro Prefeito
No ano de 1963, quando foram abertas as primeiras trilhas, começou um ciclo da agricultura de subsistência pelos primeiros moradores, este ciclo durou pelo menos uma década. Quando foi aberta a estrada no ano de 1973, ocorreu um crescimento acelerado da economia, já a agricultura começou a ser praticada em escala comercial, a partir da abertura dessa estrada surgiu o processo da extração da madeira. Com a BR-316, vieram novos benefícios e um crescimento econômico de toda a região, foram implantados os núcleos rurais (Quadras), que apresentavam uma boa estrutura como escolas e postos médicos, a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) e Companhia de Colonização do Nordeste (COLONE), contribuíram para o desenvolvimento do potencial econômico da região. No início dos anos 1980, Nova Olinda teve o seu maior crescimento econômico, com implantação de várias serrarias e usinas de beneficiamento de arroz. A madeira era explorada em larga escala pelos madeireiros. Numa mesma época funcionavam várias serrarias, com turmas de trabalhadores revesando-se em turnos diurnos e noturnos, tudo isso para atenderam as entregas de madeiras serradas para outras partes do país. A cultura do arroz era fortíssima, onde algumas usinas chagavam a beneficiar diariamente de cinquenta a oitenta sacas de arroz, a farinha de mandioca era produzida em grandes quantidades.
Alguns pequenos engenhos também funcionaram com o corte da madeira, essa madeira era levada para todos os estados do Brasil, havia dias em que pelo menos cinco caminhões eram carregados com madeira-de-lei (Pau D'arco, Sucupira, Maçanranduba, Cedro, Louro-rosa, Sapucaia e outras infinidades.
Duas grandes usinas funcionaram em Nova Olinda por muito tempo, pois a produção do arroz era destaque na região do Alto Turi, as Usinas de Chico da Zuzu (Rua do Mercado Velho) e a Usina do senhor Mário (Rua das Flores), beneficiavam a maior parte da produção do município, sendo que pequenos "piladores" máquinas menores existiam também em funcionamento.
No final da década de 1980, a economia do município começou a entrar no processo de regressão, já que a madeira ficava escassa e a prática da agricultura com a chamada "roça do toco" com a derrubada e queima da floresta já não era possível. Na década de 1990, esse processo de diminuição do potencial econômico foi marcante, onde a cidade perdia quase que duas famílias por semana, com migração para a região Norte, sobretudo para as cidades de Paragominas, Parauapebas no Pará e muitos seguiam para as cidades de Boa Vista - RR, Manaus-AM e Macapá -
Atualmente a economia local está baseada na pecuária, agricultura, extrativismo, nos serviços públicos municipal, estadual, federal e no comércio. O município oferece o maior número de empregos, principalmente na área da educação e saúde. A prefeitura e outras entidades vêm procurando financiar pequenos projetos para pessoas que desejam montar o próprio negócio, isso vem trazendo outras alternativas de empregos diretos e indiretos.
O desenvolvimento da agricultura é dada na forma tímida, pois os solos de nossa região são frágeis e não suportam a forma antiga dos agricultores, com a repetida forma das queimadas. Os principais produtos cultivados são a mandioca para a produção da farinha de puba, sendo destaque a Quadra Tancredo Neves com a produção da farinha amanteigada, o arroz, o feijão, o milho e a melancia.
Todos esses produtos não são suficientes para abastecer o mercado local, sendo necessário a compra de produtos do mercado externo. As frutas e verduras são provenientes de outros estados ou regiões. Esse fato é comum nos municípios da região do Alto Turi.
É a base central de renda do homem do campo. A criação é dada no forma extensiva, sobretudo para o corte, não existem grandes rebanhos para a produção de leite, somente na última década houve uma maior preocupação na produção do leite. Dentro do município de Nova Olinda do Maranhão, existem grandes rebanhos de bovinos e pequenos rebanhos de bubalinos.
Atualmente Nova Olinda do Maranhão vem se destacando na produção do mel, pois existe um grande número de apicultores que utilizam a criação de abelha para a melhoria da renda familiar. No município vizinho de Santa Luzia do Paruá, existe um Centro Tecnológico para a industrialização de toda a produção. O mel da região está abastecendo o mercado nacional e alguns países da Europa, principalmente a Alemanha. A COOPMEL (Cooperativa de Apicultores de Nova Olinda do Maranhão), através de sua presidente Denise Gomes e dos parceiros como SEBRAE e Banco do Nordeste, promovem diversos cursos para a melhoria da produção do mel.
No final da década de 1990, foram implantados por alguns proprietários de terras, açudes para a produção de pescados, sendo destaque hoje a grande produção de Tambaqui, Tilápia e outros peixes.
A exploração do pescado rio Turiaçu é muito forte e garante a sobrevivência de centenas de famílias, principalmente as comunidades ribeirinhas como: Pelônia, Pedreira II, Rio Morto, Faveira, Ingazal, Satur, Pedreira e Nazaré. A Tapiaca (Branquinha) e o Piau são os principais peixes encontrados nas águas do Turiaçu e de seus afluentes.
Durante o periodo de agosto a dezembro, as matas aluviais, constituídas de palmáceas (Juçareira) (Euterpe olerácea) são exploradas para a retiradas dos cachos com os frutos para a produção do vinho, sendo que a maior parte da produção é exportada para Belém-PA ou para outros países. As comunidades das Quadras X, XI, XII, XIII, XIV, Papa Ísca, Laranjal, Pelônia, Pedreira II, recebem compradores de outras regiões, sendo forte o comércio da Juçara, sendo que em uma semana são levadas até trinta toneladas para Belém. Esse comércio fez surgir nas comunidades uma maior respeito para com as matas de juçaras, pois antes, eles eram geralmente queimados.
A vegetação original do município era chamada de floresta da pré-amazônia, pois estamos na área de transição entre Norte e Nordeste. Hoje a vegetação original que existe está situada dentro da área indígena do Alto Turi. As outras áreas do município a vegetação original deu lugar a enormes campos de pastos ou grandes capoeirais, que servem para a criação de gado, que a base de sustentação do homem do campo. (Bioma Amazônico)
O clima de nossa região é o equatorial quente e úmido, por influência da região amazônica, temos apenas dois períodos Chuvoso e Seco. O chuvoso que se estende de Dezembro a Maio e o período seco que ocorre entre Junho e Novembro.
| Dados Climáticos | |
|---|---|
| Meses mais Chuvosos | Março e Abril |
| Meses menos Chuvosos | Agosto e Setembro |
| Média Pluviométrica | 2200mm/ano |
| Umidade Relativa do Ar | Entre 79% e 82% |
| Temperatura | Média anual é de 26º C e 27º C |
Caracterizado pelo relevo dissecado da região do Pindaré, com predomínio de planícies e terras com altitudes inferiores a 100m acima do nível do mar, predomínio de maior parte de planície fluvial ao longo do rio Turiaçu. Classificado geomorfologicamente como superfícies Maranhense com Testemunhos. As unidades geoambientais com relevo dissecado configuram a zona de transição entre a planície e o planalto maranhense. Ocorrem de leste a oeste do Maranhão e correspondem aos divisores de águas. No caso de Nova Olinda na área (Pindaré-Turiaçu-Maracaçumé-Gurupi).
Situado na Bacia Hidrográfica do Pindaré, onde o rio Turiaçu constitui-se como uma bacia segundária ao Pindaré. A hidrografia do município tem como rio principal o Turiaçu, que nasce na serra da Tiracambu e estende-se por mais de 300 quilômetros, cortando vários municípios, até desembocar na baía de Turiaçu, ele apresenta uma curiosidade típica dos rios do Norte, o fenômeno da pororoca.
A população de município recebe muitos benefícios do Turiaçu, principalmente o peixe que é encontrado com certa facilidade em suas águas, as populações ribeirinhas do Satur, Pedreira, Pelônia, rio morto e outras são as que mais se beneficiam com a pesca. O peixe retirado do Turiaçu em grande quantidade, é levado para a Capital, que é vendido por um bom preço. Os principais igarapés do município são: São Antônio, Laranjal e Taboca, Rola e outros pequenos igarapés.
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