Parelhas - Rio Grande do Norte - Informações sobre a cidade

Município de Parelhas
"Capital da telha"
"Cidade do Boqueirão"
"Paris Seridoense"
"Terra da Vaquejada"
Brasão desconhecido Bandeira desconhecida
Hino
Aniversário
Fundação 1927
Gentílico parelhense
Lema
Prefeito(a) Francisco Assis de Medeiros (PT)
(2009 – 2012)
Localização

06° 41' 16" S 36° 39' 28" O06° 41' 16" S 36° 39' 28" O
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Mesorregião Central Potiguar IBGE/2008
Microrregião Seridó Oriental IBGE/2008
Região metropolitana
Municípios limítrofes
Distância até a capital 232 km km
Características geográficas
Área 513,052 km²
População 20.676 hab. est. IBGE/2009
Densidade 40,2 hab./km²
Altitude m
Clima
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,704 (RN: 14°) – médio PNUD/2000
PIB R$ 61.375 mil IBGE/2005
PIB per capita R$ 3.007,00 IBGE/2005

Parelhas é um município no estado do Rio Grande do Norte (Brasil), localizado na região do Seridó. De acordo com o censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no ano 2000, sua população é de 19.319 habitantes. Área territorial de 523 km².

Índice

  • 5 Ligações externas
  • História

    O topônimo deste município teve origem numa competição esportiva conhecida como "parelhas", muito comum na região em meados do Século XIX. Por ter suas várzeas planas e extensas a localidade conhecida como Boqueirão, às margens do Rio Seridó, tornou-se ponto de encontro tradicional de cavaleiros da época, que disputavam corridas montados em seus cavalos, sempre em duplas ou parelhas, numa espécie de jóquei rústico. O evento atraía habitantes de todas as redondezas e chegou a ser atração domingueira para as corridas, com direito a prêmio e festejos. O local passou a ser conhecido como "Boqueirão de Parelhas".

    Depois da passagem por aqui do bandeirante Domingos Jorge Velho, em 1688, a primeira ocupação do solo parelhense aconteceu em 1700, com o tenente Francisco Fernandes de Souza que requereu e ganhou uma sesmaria de 3 léguas quadradas, incluindo a localidade denominada Boqueirão. Depois, só em meados do Século XIX, já com um aglomerado de casas construídas às margens do Rio Seridó, é que se tem informação mais concreta do povoamento. Foi quando estabeleceu-se epidemia do cólera morbus, que praticamente matou ou pôs debandada a pequena população local. Poucas famílias sobreviveram a doença e entre estas estavam Cosme Luiz, Sebastião Gomes de Oliveira e Félix Gomes.

    Registros históricos

    A partir daí os registros históricos são seqüenciados, principalmente a partir de 1856, com a construção da capela de São Sebastião, em agradecimento a uma graça alcançada por Cosme Luiz e Sebastião Gomes (Sebastião "Chocalho") que, segundo a história, pediram o fim da epidemia no local e foram atendidos. Neste ano de 1856 ficou oficialmente convencionado a fundação da Vila de Parelhas. Dos marcos históricos da época apenas três não são conhecidos: a Igreja Matriz de São Sebastião, o Cemitério dos Coléricos do Boqueirão e outro do povoado Juazeiro. O do Boqueirão infelizmente desapareceu em 2003 quando a Prefeitura construiu sobre ele uma praça pública.

    Já no Juazeiro o cemitério memorial do coléricos ainda está preservado, com seus muros de pedra e argamassa como também a estrutura do oratório (capela) e que foi restaurado no final de 2005. Este cemitério secular foi construído por Virgínio Vaz de Carvalho, pai do patriarca Bernardino de Sena e Silva. Logo ao terminar a obra Virginio e seu filho Manoel Vaz contraíram o cólera, vindo a falecer, sendo ali mesmo sepultados.

    Depois de ganhar a categoria de município, em 1927, Parelhas teve importante participação na política do estado, com a Revolução de 1930 durante o governo do interventor Mario Câmara que, em 1933, nomeou para prefeito de Parelhas o comerciante e fazendeiro paraibano Ageu de Castro, líder da facção Liberal ou "pelabucho", que entrou em confronto armado com os militantes do Partido Popular, conhecidos no Rio Grande do Norte como "Perrepistas". Os Perrepistas eram liderados em Parelhas pelo fazendeiro Florêncio Luciano com o apoio de toda a elite de coronéis da região.

    As escaramuças partidárias culminaram com o famoso "tiroteio de 13 de agosto de 1934", durante um comício realizado na cidade pelos perrepistas. Este episódio foi noticiado na imprensa de quase todo o país. Os efeitos da expansão urbana desordenada e a falta de políticas públicas voltadas para a área de História e Cultura e ainda a influência da ditadura militar, a partir dos anos 1960, fizeram desaparecer praticamente todo o referencial histórico e cultural de Parelhas, entre monumentos e documentários, dificultando sobremaneira o resgate e aprofundamento do Memorial do município.

    O tiroteio entre Perrepistas e Pelabuchos

    A revolução de 1934, que levou ao poder, o presidente Vargas, mesmo perdendo as eleições daquele ano, foi marcada por grandes acomodações políticas em todos os recantos do Brasil. No Rio Grande do Norte, a indicação para o governo do estado, do interventor Mário Câmara, polarizou o poderoso domínio político dos coronéis e da igreja. No interior do estado, as acirradas disputas pelos "currais eleitorais" ganharam requintes de guerrilha urbana como o aparecimento de jagunços e bandos armados, com fins puramente políticos, nada tendo a ver com cangaceiros de Lampião, Antonio Silva, etc.

    Em Parelhas, a nomeação de Ageu de Castro para prefeito municipal, em 1934, pôs em alvoroço a política local, dominada por toda a elite de coronéis, liderada pelo ex-prefeito Florêncio Luciano, apoiado por Antão Elisiário, Laurentino Bezerra, Manoel Virgílio, Graciliano Lordão e outros, tendo como aliado da igreja o padre Vicente de Freitas.

    A luta política entre Ageu de Castro e a oposição de coronéis parelhenses descambou para o confronto armado que culminou com o famoso "Tiroteio de 13 de Agosto" daquele ano.

    Com certeza esta foi à quadra mais importante da história política de Parelhas, que, infelizmente nunca foi resgatada, até porque, 70 anos após existem vestígios partidários da época. Os "Perrepistas", que usavam bandeiras verdes e os "Pelabuchos" que adotavam a cor vermelha, deram origem a UND e PSP, depois ARENA e MDB.

    Filhos ilustres

    Quem nasce em Parelhas é parelhense
    Fonte: Wikipédia
    Previsão do tempo em Parelhas/RN

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