| Município de Rio Grande | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | |||||
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| Fundação | 19 de fevereiro de 1737 | ||||
| Gentílico | rio-grandino | ||||
| Lema | |||||
| Prefeito(a) | Fábio Branco (PMDB) (2009 – 2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | Rio Grande do Sul | ||||
| Mesorregião | Sudeste Rio-grandense IBGE/2008 | ||||
| Microrregião | Litoral Lagunar IBGE/2008 | ||||
| Região metropolitana | |||||
| Municípios limítrofes | Capão do Leão e Arroio Grande (oeste) Pelotas (norte) Santa Vitória do Palmar (sul) |
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| Distância até a capital | 317 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 2.813,907 km² | ||||
| População | 196.337 hab. est. IBGE/2009 | ||||
| Densidade | 69,0 hab./km² | ||||
| Altitude | 1 m | ||||
| Clima | subtropical Cfa | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,793 médio PNUD/2000 | ||||
| PIB | R$ 2.643.213 mil IBGE/2005 | ||||
| PIB per capita | R$ 13.528,00 IBGE/2005 | ||||
Rio Grande é um município brasileiro do extremo sul do estado do Rio Grande do Sul. Considerado uma das capitais regionais do Brasil, juntamente com o município de Pelotas, possui 196.337 habitantes e é a cidade mais antiga da colonização portuguesa do Rio Grande do Sul, tendo sido por muito tempo a capital do estado.
Foi fundada em 1737 pelo Brigadeiro José da Silva Pais, e elevada à condição de cidade em 1835, ano em que o coronel da guarda nacional Bento Gonçalves inicia a Revolução Farroupilha. Está situada no extremo sul do estado do Rio Grande do Sul, entre a Lagoa Mirim, a Lagoa dos Patos (a maior laguna do Brasil) e o Oceano Atlântico.
A cidade construiu sua riqueza ao longo de sua história devido à forte movimentação industrial. Ainda hoje é uma das cidades mais ricas do Rio Grande do Sul, e a mais rica da região sul do estado, principalmente devido ao seu porto (o segundo em movimentação de cargas do Brasil), e à sua Refinaria (a cidade é a sede da Refinaria de Petróleo Riograndense, antiga Refinaria Ipiranga).
Índice |
A área de Rio Grande já era demonstrada em mapas holandeses décadas antes da colonização portuguesa na região. Por volta de 1720, açorianos vindos de Laguna chegaram à região de São José do Norte para buscar o gado cimarrón vindo das missões, possibilitando a posterior fundação do Forte Jesus, Maria, José e de Rio Grande, em 1737.
Nesse ano, uma expedição militar portuguesa a mando de José da Silva Paes foi enviada com o propósito de garantir a possessão das terras situadas ao sul do atual Brasil. Em 17 de fevereiro, Silva Pais fundou o presídio de Rio Grande, uma colônia militar na desembocadura do Rio São Pedro, que liga a Lagoa dos Patos ao Oceano Atlântico. Este presídio é o Forte Jesus, Maria, José, que constituiu o núcleo da colônia de Rio Grande de São Pedro, fundada oficialmente em maio do mesmo ano. O termo Rio Grande é uma alusão à desembocadura da Lagoa dos Patos no Atlântico, e a origem do nome do próprio estado.
A escolha do lugar, com o estabelecimento de estâncias de gado, permitiu apoiar as comunicações por terra entre Laguna e Colônia do Sacramento. Assim, foi fundada a cidade mais antiga do Rio Grande do Sul de colonização portuguesa - uma vez que no espaço que hoje compreende o estado do Rio Grande do Sul já existiam os Sete Povos das Missões, de domínio espanhol, sendo que algumas cidades oriundas dessa formação jesuíta existem até hoje.
Em 1760, Rio Grande, que até então estava sujeita à Capitania de Santa Catarina, passou a ser a capital da nova Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul, dependente do Rio de Janeiro.
Em 12 de maio de 1763, o espanhol Pedro de Ceballos, governador de Buenos Aires, invadiu a vila de Rio Grande, conquistando o forte e removendo os portugueses até São José do Norte, na margem oposta a Rio Grande - a qual também seria ocupada por Ceballos, passando a capital da capitania à população de Viamão em 1766. Os povoadores portugueses que não fugiram até Porto dos Casais foram transladados por Ceballos a Maldonado, dando origem ao povoado de São Carlos. Na noite de 6 de julho de 1767, as tropas portuguesas, por ordem do governador da Capitania do Rio Grande do Sul, coronel José Custódio de Sá e Faria, depois de violentos combates, expulsaram os espanhóis de São José do Norte.
A permanência dos espanhóis na vila durou até 1º de abril de 1776, data em que o comandante general português de São José do Norte, o alemão Johann Heinrich Bohm, atacou os fortes de Santa Bárbara e Trindade e recuperou a vila com ajuda do sargento maior Rafael Pinto Bandeira.
Pedro de Ceballos foi o primeiro vice-rei do Vice-reino do Rio da Prata e, ao ser nomeado, recebeu a ordem de deter a expansão portuguesa. Em princípios de 1777, Ceballos e seus homens recuperaram a Ilha de Santa Catarina, sem disparar um só tiro, ja que a esquadra portuguesa abandonou a ilha. Em 21 de abril, chegou a Montevidéu, onde atacou o Forte de Santa Teresa, no atual departamento uruguaio de Rocha, e dirigia-se mais uma vez contra a cidade de Rio Grande quando recebeu notícias de um tratado de paz assinado entre Espanha e Portugal, que o obrigava a retirar-se da cidade.
Rio Grande é uma cidade litorânea, que possui a praia mais extensa do mundo (Praia do Cassino), com uma extensão de aproximadamente 240 km de costa para o Oceano Atlântico. Toda a sua área municipal se situa em baixa altitude com, no máximo, 11 metros acima do nível do mar.
A maior parte do município é composta por campos, com vegetação rasteira e herbácea. Também há pequenos bosques com árvores plantadas (eucaliptos e pinhos). Dunas de areia são encontradas em toda a costa litorânea.
O clima de Rio Grande é subtropical ou temperado, com forte influência oceânica e com invernos relativamente frios, verões tépidos e precipitações regularmente distribuídas durante o ano. A temperatura média anual da cidade é de 17,6 °C e a precipitação média anual é de 1.162 mm. O mês mais quente é janeiro, com temperatura média de 22 °C, e o mês mais frio é julho, com temperatura média de 13 °C. Devido à intensa incidência de ventos na cidade, a sensação térmica no inverno em Rio Grande frequentemente chega abaixo de 0 °C, durante os meses mais frios.
A principal emigração ocorrida no município foi por portugueses provenientes da Póvoa de Varzim, Aveiro, zona da Bairrada e do arquipélago dos Açores, que influíram profundamente na cultura e na arquitetura da cidade. Outras etnias que também se estabeleceram na cidade foram os africanos, italianos, alemães, poloneses, árabes libaneses, árabes palestinos, ingleses e espanhóis.
Rio Grande tem se destacado em âmbito estadual e nacional ao longo dos últimos anos. Com a ampliação do canal no porto da cidade, novos investimentos deram novo fôlego a economia do município. Um pólo naval está se desenvolvendo em Rio Grande, sendo a plataforma petrolífera P-53, da Petrobras, a primeira grande operação na cidade. Além disso, Rio Grande tem uma economia extremamente competitiva e diversificada. A cidade é bem abastecida de bens e serviços em qualquer área.
Durante cerimônia de batismo da plataforma P-53, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, confirmaram a assinatura do principal contrato para a plataforma P-55, com o consórcio das empresas Queiroz Galvão, Iesa e UTC Engenharia, que inclui a integração do casco com os módulos, que será realizado no Estaleiro Rio Grande, junto ao dique seco, no Superporto. Dos seis módulos, quatro serão montados no dique seco do Rio Grande, sendo um de remoção de sulfato e outro de compressão, que ficará sobre responsabilidade da Iesa. Já o Consórcio Top 55, formado por acionistas da Quip (Queiroz Galvão, IESA e UTC Engenharia), além da integração do casco com os módulos da plataforma, construirá o convés e os módulos de alojamento e de painéis elétricos. Em seu discurso, após a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, ter batizado a P-53, Gabrielli salientou que além da construção e integração dos módulos da P-55 no porto gaúcho, ainda serão construídos oito cascos em séries em Rio Grande.
Lista de prefeitos desde a redemocratização brasileira:
A cidade de Rio Grande conta com um sistema de educação completo: FURG (Universidade Federal do Rio Grande), Faculdades Atlântico Sul (Unidade Anhanguera Rio Grande), Ensino Fundamental Municipal e Estadual, Ensino Médio Estadual e Federal (IFRS) e Ensino Técnico com destaque IFRS (Antigo Colégio Técnico Industrial- CTI), além de várias Escolas e Faculdades Particulares.
A FURG, Universidade Federal do Rio Grande, é conhecida por ser uma das mais completas do extremo sul brasileiro. Foi fundada a 8 de julho de 1953 com o nome de Fundação Cidade do Rio Grande e na época só contava com o Curso de Engenharia. Ao passar do tempo, foram criadas outras faculdades: Ciências Políticas, Ciências Econômicas, Direito etc. Começou a sua história com aulas na Biblioteca Rio-Grandense, passou por uma reforma e foi erigido o atual Campus Cidade da Universidade. Hoje a Universidade tem faculdades no Campus Cidade, Campus Carreiros e Campus Saúde e conta com complexos de museus (ex.: Museu Oceanográfico de Rio Grande), Estação de Apoio Antártico, Hospital Universitário e Sistemas de Bibliotecas, além de três campi fora da cidade: Santo Antônio da Patrulha (RS), Santa Vitória do Palmar (RS) e São Lourenço do Sul (RS).
A FAS, Faculdades Atlântico Sul, é uma instituição de ensino pertencente à Rede Anhanguera S.A.. Localizada na Avenida Rheingantz, número 91, vem aumentando sua infra-estrutura na cidade, além de contar com uma pequena estrutura localizada no Figueiras Shopping. Hoje em dia, a instituição conta com vários cursos, destaque para Fisioterapia, Administração e Direito. A faculdade atualmente passa por uma grande obra para a construção de mais um bloco de salas de aulas e uma ampla clínica de fisioterapia que contara com vários laboratórios e uma psina para aulas hidricas, sendo assim, fortalecendo a fisioterpia na cidade.
A cidade é servida pela BR-392, que interliga-se com BR-471, BR-116 e BR-293. Pela BR-116, chega-se à capital do estado, Porto Alegre, e ao centro e norte do país.
A cidade possui acesso ferroviário através das linhas Bagé e Cacequi/Rio Grande, da Ferrovia Sul-Atlântico, atualmente operada pela América Latina Logística (ALL).
Através da Lagoa dos Patos, a cidade liga-se ao Lago Guaíba (que banha Porto Alegre), bem como aos rios que desembocam neste, como o rio Jacuí e o rio dos Sinos.
Rio Grande conta com um aeroporto (IATA: RIG, ICAO: SJRG) localizado cerca de 12 km do centro da cidade, sob as coordenadas 32°04'54.00"S de latitude e 52°09'48.00"W de longitude. Ele possui 1.500 metros de pista pavimentada e sinalizada e mais 400 metros de áreas de escape. Opera diariamente 3 voos para Porto Alegre e 1 para Pelotas, sendo que há previsão de voos para São Paulo e Rio de Janeiro no segundo semestre de 2010 através da NHT Linhas Aéreas. É um dos maiores aeroportos do interior do Rio Grande do Sul, servindo cerca de 5 mil passageiros por ano.
Embora seja uma cidade relativamente pequena, com sua população em torno de 200 mil habitantes, Rio Grande enfrenta sérios problemas de trânsito. Diversos fatores explicam esses problemas, como a crescente população - devido ao pólo naval presente na região - e também o significativo aumento da frota, acompanhando o aumento do poder de compra da população. Em apenas 3 anos, a frota de veículos na cidade aumentou em 50%, saltando de 40 mil para 60 mil. Rio Grande apresenta 1 carro para cada 3 habitantes. Para amenizar os problemas no tráfego, a Secretaria dos Transportes promove desde o início de 2008 várias mudanças de fluxo, sendo as principais a mudança no sentido das vias Senador Corrêa, Avenida Buarque de Macedo, Rua 2 de Novembro, Avenida Presidente Vargas e Avenida Rheingantz. As duas primeiras passam a ser vias de saída da cidade, funcionando em mão-única no sentido centro-bairro, enquanto a avenida Rheingantz faz o sentido inverso. Dize-se que tais mudanças não passaram de meros paliativos, pois não resolvem o problema a médio prazo, tendo em vista que são necessárias obras viárias de alargamentos, duplicações de ruas, etc.
A cidade tem uma forte movimentação esportiva. Possui vários campeões de diversas modalidades de artes marciais e maratonistas, mas o forte da cidade é o futebol. A cidade conta com três clubes profissionais: o Football Club Rio-Grandense, o Sport Club São Paulo e o Sport Club Rio Grande (o clube de futebol mais antigo do Brasil). Todos os clubes já foram campeões gaúchos. Os títulos de Campeão Gaúcho foram os seguintes:
A cidade possuiu diversas tipografias ao longo do século XIX, editando jornais e livros diversos na cidade:
I - Tipografia de Francisco Xavier Ferreira, que publica o jornal O Noticiador, fundado em 3 de janeiro de 1832, e O Propagador da Indústria Rio-grandense, entre outros, além de obras como Hino que se cantou na noite do dia 24 do corrente pela feliz noticia da Gloriosa Elevação do Sr. dom Pedro II ao Trono do Brasil (1831), considerado o primeiro texto impresso na cidade rio-grandina, e Relação dos festejos, que fizeram os portugueses residentes na vila do Rio Grande do Sul, em demonstração de seu júbilo pelo restabelecimento da paz, e da liberdade, na sua pátria, em 1834;
II - Tipografia do Observador;
III - Tipografia de Sabino Antônio de Souza Niterói, denominada inicialmente de Mercantil, enquanto eram impressos os jornais Liberal Rio-Grandense e Mercantil do Rio Grande (entre os anos de 1835 e 1840), e posteriormente de Niterói, quando foi editado o jornal Conciliador (1840-41) e o A Voz da Verdade (1845-46);
IV - Tipografia Pomatelli; em 5 julho de 1847, foi vendida para Perry de Carvalho; em 1º de maio de 1849, foi revendida a Antonio Bonone Martins Viana e, em setembro de 1850, a Bernardino Berlink;
V - Tipografia de Cândido Augusto de Mello, com diversos jornais e obras;
VI - Tipografia do jornal Diário de Rio Grande, com diversos jornais e obras;
A cidade possuiu centenas de jornais durante os séculos XIX e XX, destacando-se tanto pelo número, como pela importância e também pela longevidade de alguns desses periódicos, dentre os quais destacam-se "A Luta" e "Eco do Sul". Atualmente, existem dois jornais de circulação diária, o 'Agora' e o Diário Popular, além do semanário Jornal Cassino.
A cidade como um todo é considerada um patrimônio histórico. Como principais pontos a serem visitados, podem ser destacados:
Rio Grande possui uma cidade-irmã, Águeda. É possível ver-se uma homenagem a esta cidade num painel de lajes azuis - símbolo de Portugal - próximo ao Largo Dr. Pio.
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