| Município de São Simão | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | |||||
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| Fundação | 4 de março de 1895 | ||||
| Gentílico | simonense | ||||
| Lema | Berço da Proclamação da República | ||||
| Prefeito(a) | Marcelo Aparecido dos Santos (PSDB) (2005 – 2008) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | São Paulo | ||||
| Mesorregião | Ribeirão Preto IBGE/2008 | ||||
| Microrregião | Ribeirão Preto IBGE/2008 | ||||
| Região metropolitana | |||||
| Municípios limítrofes | Santa Rosa de Viterbo, Cajuru, Serra Azul, Cravinhos, Luís Antônio e Santa Rita do Passa Quatro. | ||||
| Distância até a capital | 300 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 617,964 km² | ||||
| População | 14.329 hab. est. IBGE/2009 | ||||
| Densidade | 24,1 hab./km² | ||||
| Altitude | 620 m | ||||
| Clima | |||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,801 elevado PNUD/2000 | ||||
| PIB | R$ 199.287 mil IBGE/2007 | ||||
| PIB per capita | R$ 14.461,00 IBGE/2007 | ||||
São Simão é um município brasileiro do estado de São Paulo, esta situado a 51 quilômetros de Ribeirão Preto.
Índice |
Em 1823, uma expedição de bandeirantes saiu de Taubaté, a fim de explorar o interior paulista e o sertão. Essa expedição seguiu a trilha de célebres bandeirantes, até a vila de Casa Branca (São Paulo), onde percebeu que vinha se afastado das minas de Catas Altas, na Serra de Sabarabussú, na região das Gerais, e tomou o rumo do nascente, ou seja, do Leste.
Nessa expedição estava Simão da Silva Teixeira, sua esposa Catherina Maria da Silva, e seus escravos. Em Casa Branca, Simão entregou à guarda de seu irmão sua mulher e seus escravos, e seguiu sozinho por outra direção: enquanto a expedição seguiria o rumo do nascente, ele seguiria o rumo do poente, ou seja, do Oeste.
Levou apenas o que podia, e seguiu mata a dentro. Estava a procura de terras. Cada vez mais estava dentro da mata fechada, deixando-se guiar pelo poente. Todavia, perdera o rumo. Com o passar dos dias, seus alimentos acabaram, e perdera suas armas. Vendo que estava condenado, voltou os olhos para Deus e seu padroeiro:São Simão Apóstolo. Somente Deus poderia salvá-lo. Caso fosse socorrido, permaneceria no lugar do socorro, até o fim de sua vida, junto com sua mulher e seus escravos. Construiria no lugar, uma capela, para abrigar a imagem de seu padroeiro, feita por suas próprias mãos.
Enfim, Deus ouviu suas preces, e em meio a uma noite escura, avistara fogo, e foi pedir socorro. Fora socorrido por um casal de escravos foragidos. Ali permaneceu até recuperar-se. Quando estava recuperado, voltou à Casa Branca, mas a expedição não estava mais ali, mas em Caconde.
Para lá seguiu, escolheu o mais belo cedro, e com suas mãos fizera a imagem de seu padroeiro. Reunira a esposa, os cativos, os víveres, a pólvora, as armas, as sementes e a cria. De rumo certo, chegou ao lugar onde foi socorrido. Ali, fez construir sua casa e a capela.
Anos depois, percebeu que a terra era fértil, e requereu a posse da sesmaria que vinha de Casa Branca até o Rio Pardo nas proximidades de Ribeirão Preto, com a missão de povoá-la.
Alguns historiadores afirmam, que o município não foi fundada por Simão da Siva Teixeira, pois há registros de uma vila povoada chamada Tamanduá, do tempo da chegada do bandeirante.
Em 14 de abril de 1835, o povoado foi elevado a categoria de Capela e Curato. Em 8 de março de 1842, a capela foi elevada a Paróquia, e depois distrito, pela lei imperial XXVI. Por essa razão, os moradores ficaram responsáveis pela construção da igreja matriz.
Em 22 de abril de 1865, nasceu o município de São Simão, pela lei imperial LXXV. Em 20 de dezembro de 1878, foi instalada a 1ª Entrância, compreendendo as vilas de Serra Azul, Santa Rosa de Viterbo e Jataí, conhecida hoje como Luís Antônio. Mas foi em 12 de maio de 1877, que ocorreu a criação da Comarca de São Simão. Em 4 de março de 1895, a comarca foi elevada ao grau de cidade.
O município de São Simão, recebeu no século XIX, a visita de Dom Pedro II, e de sua esposa Dona Teresa Cristina Maria de Bourbon. Ambos desembarcaram na estação ferroviária da época, caminharam pela Rua dos Expedicionários, e depois da caminhada, degustaram doces numa doceria da cidade.
Quando em 9 de julho de 1932 estourava a Revolução Constitucionalista de 1932, os simonenses, assim como todos os paulistas, pegaram às armas para combater a ditadura instaurada por Getúlio Vargas, desde 1930. As mulheres formaram um batalhão, o Batalhão Feminino, e por causa dos discursos feitos nas praças da cidade, formou-se o Batalhão de Voluntários de São Simão. As mulheres desse batalhão ficaram responsáveis pela confecção das fardas, os sapateiros ficaram responsáveis pela confecção das butinas dos soldados, isso porque os voluntários simonenses tinham pressa de irem aos campos de batalha, para darem a vitória a São Paulo. No dia 20 de agosto de 1932, os jovens simonenses foram para as batalhas por M.M.D.C.. A plataforma da estação estava tomada de gente, pois todos queriam despedir-se dos jovens combatentes. Essa tropa incorporou-se ao Batalhão Capitão Saldanha da Gama, comandado pelo Capitão Reynaldo Ramos Saldanha da Gama, que entusiasmado e contente com a força de vontade dos combatentes, enviou-lhes para Vila Queimada, Pedreira Lavrinha, e Queluz: as frentes de batalha mais perigosas. Enquanto a guerra matava e destruía, o Batalhão Feminino recolhia fundos para ajudar quem estava nos combates.
Quando souberam que as forças getulistas poderiam se aproximar de São Simão, os simonenses que haviam ficado na cidade esconderam seus bens de valor para não os entregar às tropas inimigas. Uma história interessante, é que o senhor Orlando Flores chegou a enterrar a próprio automóvel para que as tropas mineiras não o confiscasse, e não usasse-o contra as forças paulistas. Em 28 de setembro de 1932, São Paulo viu-se derrotado, sem saída, pois havia sido traído por alguns estados que antes da Revolução de 32 prometiam ajuda e apoio às tropas paulistas, mas que na hora que a revolução estourou ficaram do lado do Governo. São Simão perdeu dois combatentes:Aristóteles de Abreu Patrony e João Francisco. Mas em 16 de julho de 1934, foi assinada uma nova Constituição. São Paulo saía vitorioso, afinal!
O município de São Simão, pertence à Arquidiocese de Ribeirão Preto, cujo atual arcebispo é Dom Joviano de Lima Júnior.
O município possui um Cruzeiro, que pode ser visto de quase toda cidade, pois foi construído no alto de um monte. Possui 40 metros de altura, e tem como acesso uma rua asfaltada, que percorrendo-a, vê-se a Via Sacra. O Cruzeiro foi lembrado pelo papa João Paulo II quando ganhou sua iluminação noturna. Além disso, todo fim de ano o Cruzeiro ganha iluminação natalina, que encanta moradores e visitantes.
A matriz São Simão Apóstolo, localiza-se no centro da cidade, na Praça da Matriz. Na cidade, é dito coloquialmente, que esta igreja fora construída com mão de obra escrava. Esta igreja, foi construída no século XIX sobre uma pedreira. A obra terminou em 1891, mas a igreja foi inaugurada no ano seguinte. Tem paredes com cerca de um metro de espessura, construídas todas com pedras, com exceção à torre, construída em 1954, quando aconteceu a colocação do relógio.
Em 1963, o sino maior apresentou uma rachadura, e por isso, os três sinos foram substituídos. Em 1999, passou por uma reforma que trocou o piso, restaurou obras de arte sacra, além da pintura do prédio. Houve um desabamento parcial do teto da nave, a igreja ficou interditada para a construção do teto da nave, e por medida de precaução, os tetos sobre o altar-mor e sobre o altar barroco, foram destruídos, e construídos novos, mas felizmente, ninguém se feriu, poi isso aconteceu durante a noite. A decoração destes forros, que era em arte sacra, foi totalmente restaurada, conseguindo em um belíssimo resultado.
No teto da nave, está pintada a cena do martírio de São Simão. Sobre o altar-mor, está pintada a cena de São Simão sendo levado à glória de Deus. Sobre o altar, está pintada a cena de anjos, adorando o Corpo e Sangue de Cristo na eucaristia, e anunciando o Juízo Final. Nas paredes dos corredores laterais, paralelos à nave, estão pintadas as Via Crucis. No início de um dos corredores (o direito ao entrar pela porta da frente), vê-se a imagem do Cristo crucificado, e ao fundo, a pintura de Jerusalém.
Tendo como latitude 21º28'45" sul e longitude 47º33'03" oeste. Com uma altitude de 665 metros. Sua população estimada em 2004 era de 14.541 habitantes. É o 119º município do estado de São Paulo em área.
A cidade, é formada por prédios antigos, compreendidos entre a igreja matriz e a rodoviária, o que é chamado centro da cidade, e pelos bairros:
Na cidade, encontra-se o Ginásio de Esportes Amadeu Geraigire, que na cidade é conhecido por "Bola Azul", por sua forma de "meia bola". Com exceção de 1999, o Festival Simonense da Canção, sempre ocorreu ali. O ginásio proporciona ao usuário(a), uma ampla infra-estrutura, pois é poliesportivo. Talvez seja por isso, que no ginásio, não ocorram somente eventos esportivos. A população simonense já pode assistir nesse local, apresentações de ginástica artística de ginastas da extinta União Soviética, bem como já pode assistir uma ordenação sacerdotal em 1995.
No final do século XIX e início do século XX, São Simão sofreu várias epidemias. Isso, porque o saneamento básico era muitíssimo raro. Um dos únicos hospitais da região, só foi inaugurado na cidade, quando a mesma estava infestada pela terceira epidemia de febre amarela.
De setembro a dezembro de 1887, houve na chamada Vila de São Simão, uma epidemia de peste negra, conhecida por varíola. Após 14 dias do contágio, a pessoa fica com lesões no corpo. Oficialmente, 39 pessoas morreram na cidade por causa dessa epidemia. Mas essa informação provém de livros da igreja, e deve-se lembrar que nem todos registravam a morte de familiares, já que não se tinham vantagens. Lembremos também dos escravos que não eram contados. Após as mortes, os defuntos eram enterrados em lugares distantes, já que tinha-se medo do contágio. Na verdade, os próprios familiares tinham medo de transladar os corpos para longe. Um escravo conhecido por "Nhô", foi quem fez o serviço de transladar os corpos para um lugar determinado. Mas não se sabe se ele ganhou a alforria por esse trabalho, ou se ganhara a mesma antes da epidemia, e depois ganhara um dinheiro para compensar-lhe o perigo que havia passado.
O município teve três grandes epidemias, que afetaram as zonas rural e urbana. Na época, a doença era conhecida por Tifo Amaril, Vômito Negro, Mal de Sião e Mal das Antilhas.
De 1850 a 1902, a cidade do Rio de Janeiro era frequentemente alvo da Febre amarela. Eis que muitos contaminados aportaram no Porto de Santos, e pelos trens espalhavam a doença pelo interior paulista. As autoridades de São Simão foram avisadas pela Secretaria de Negócios do Interior, e incumbidas da inspeção dos passageiros, e da desinfecção de vagões e bagagem. Existem indícios de que isso não foi feito, e em 1896 começava a primeira epidemia de febre amarela. O médico e vereador João Fairbanks, solicitou pela câmara municipal, uma compra de remédios, alimentos, e caixões. A doença vinha fazendo vítimas, e as autoridades médicas e políticas, decidiram que poderia se enterrar os cadáveres no cemitério municipal, em uma vala que foi aberta em julho de 1896. As paredes da vala foram cobertas com cal, e recobertas por lâminas de zinco, além da camada de trinta metros de cal sobre os corpos, e plantados eucaliptos ao redor da área interditada. Mas não adiantou, porque os casos continuavam aparecendo, e começou-se a pensar que a doença era transmitida pelo mau cheiro. João Fairbanks, solicitou a construção de um cemitério fora da cidade, construído cerca de 500 metros longe de Bento Quirino.Na época, a população urbana simonense contava com 4.000 pessoas cerca de 800 morreram, cerca de 700 fugiram da cidade e foram mal recebidas pelo medo do contágio. O jornal O Estado de São Paulo, em 8 de maio de 1897 publicou: São Simão fica com 2.500 pessoas. As ruas ficaram vazias, e os inspetores sanitários aconselharam que ninguém voltasse à cidade por algum tempo, e as pessoas alojaram-se nas vilas vizinhas a São Simão, que ficara deserta.
Em 1901, os simonenses depararam-se com outra epidemia de febre amarela, todavia, de proporções bem menores em vista da primeira, como foi visto acima. Nessa epidemia, as autoridades locais se preocuparam logo no tratamento dos infectados(as), não deixando a doença se alastrar, como aconteceu de modo extraordinário em 1896, ano em que ocorreu a primeira epidemia.
Em junho de 1902, casos da doença voltaram a aparecer na cidade, e as pessoas começaram a deixar São Simão por medo do contágio. O Serviço Sanitário Estadual ficou sabendo dos casos pelas pessoas que saíam da cidade, pois os boatos eram grandes, e quis saber se os boatos eram verdadeiros. O interventor, que hoje chamaríamos de prefeito, disse que não havia nenhum caso da doença, o que era mentira, Ele fez isso para não afastar da região uma indústria têxtil que viria, nem para que a cidade perdesse mais habitantes, e consequentemente, ficasse menor. Sem saber a verdade, o Serviço Sanitário Estadual não mandou ajuda, e muitas pessoas morreram sem ajuda. Mas mesmo assim, foi enviado a São Simão um clínico, que constatou que a cidade enfrentava um grave surto de febre amarela. O intendente, porém, queria contestar o incontestável, dizendo que a cidade não estava à beira de outra epidemia, e solicitou a vinda de um inspetor sanitário para a cidade. Foi o Dr. Carlos Meyer que chegou na cidade, e viu focos do ædes ægypti alertando o problema. Emílio Ribas que viajou até São Simão, e ao chegar na cidade, descreveu-a com 530 prédios, sendo 90% deles eram mal construídos, não tinham assoalho nem forro, e o município não tinha saneamento básico. A epidemia aumentou, e todos os recém-nascidos simonenses morreram na época, segundo estudos de Fausto Pires de Oliveira e de Luiz Antônio Nogueira que compararam as certidões de nascimento daquele período com os atestados de óbito do mesmo período. Emílio Ribas e um pequeno grupo de médicos contavam apenas com a boa vontade de alguns voluntários. Esses ficaram hospedados por algum tempo no Hotel dos Viajantes,e trabalhavam no Cemitério da Zona Rural. Assim, se alguém morresse nas mãos da equipe médica era rapidamente enterrado, tinha o nome escrito no livro de registros, e no túmulo um número identificativo. Durante a epidemia, a cidade foi administrada pelos médicos, já que as autoridades políticas fugiram, deixando os munícipes entregues à própria sorte. Só ao fim da epidemia, São Simão ganhou a Santa Casa de Misericórdia. As pessoas que saíram da cidade nunca mais voltaram com medo da doença, mesmo sabendo do fim da epidemia, e que Emílio Ribas havia mandado limpar o rio que corta a cidade.
A cidade havia sido praticamente dizimada pela terceira epidemia de Febre amarela, e estava entregue à própria sorte. Ribeirão Preto havia passado a cidade em número de habitantes e de extensão territorial. Abalada pela última epidemia e pela má administração, no fim de 1918 e começo de 1919, São Simão começou a sofrer com a Gripe espanhola, ou como é conhecida, Influenza. A doença matou muitas pessoas na Europa, e é causada pelo vírus mixovirus influenzæ. A doença chegou à América trazida pelos soldados estado-unidenses depois da Primeira Guerra Mundial. Mas dessa vez, as autoridades simonenses travaram uma luta rápida contra a gripe espanhola. Todas as autoridades trataram de não deixar com que a doença se alastrasse, e virasse uma epidemia: as consequências seriam bem maiores do que das epidemias de febre amarela e varíola. Uma enfermaria foi montada no Grupo Escolar (no centro da cidade, na Praça da Matriz), já que as crianças simonenses haviam morrido na terceira epidemia de febre amarela. As autoridades de São Simão, por medo de uma gravíssima epidemia, mandaram quantias de dinheiro para Serra Azul, para combater a doença. Segundo livros da época, 25 pessoas morreram de Influenza. Esses dados são confiáveis, pois as autoridades simonenses, durante o período de medo de que a Influenza chegasse a São Simão, não esconderam nada dos moradores(as).
São Simão foi uma das primeiras cidades a defender a instauração de República no Brasil. É conhecida como Berço da Proclamação da República, como pode ser visto no brasão da cidade .
Entre 1918 e 1919, São Simão sofreu devido ao chamado Os três G's . Esse nome foi dado às catástrofes que abalaram a cidade nessa época:
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