Siderópolis - Santa Catarina - Informações sobre a cidade

Município de Siderópolis
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Brasão Bandeira
Hino
Aniversário 19 de dezembro
Fundação 19 de dezembro de 1958
Gentílico sideropolitano
Lema Tendens ad Sidera
Prefeito(a) Douglas Gleen Warmling (PP)
(2009 – 2012)
Localização

28° 35' 52" S 49° 25' 26" O28° 35' 52" S 49° 25' 26" O
Unidade federativa  Santa Catarina
Mesorregião Sul Catarinense IBGE/2008
Microrregião Criciúma IBGE/2008
Região metropolitana
Municípios limítrofes Nova Veneza, Criciúma, Treviso, Bom Jardim da Serra, Urussanga.
Distância até a capital 215 km
Características geográficas
Área 262,700 km²
População 12.967 hab. est. IBGE/2009
Densidade 47,5 hab./km²
Altitude 147 m
Clima mesotérmico úmido
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,817 elevado PNUD/2000
PIB R$ 154.289 mil IBGE/2006
PIB per capita R$ 11 795,00 IBGE/2006

Siderópolis é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 28º35'52" sul e a uma longitude 49º25'28" oeste, estando a uma altitude de 147 metros. Sua população estimada em 2006 era de 13 081 habitantes.

Índice

História

Siderópolis(Nova Belluno) é uma das primeiras colônias italianas do Brasil. A chegada dos imigrantes italianos na região está relacionada ao movimento migratório de europeus para várias partes do mundo, principalmente para as Américas, fugindo das péssimas condições de vida a que estavam submetidos, em busca de novas possibilidades. No Brasil, após 1890, o governo federal desenvolveu uma política de incentivo a imigração do europeu, que passou a ter direito a redução do preço da passagem ou até gratuidade, o que favoreceu o fluxo migratório de alemães, poloneses, russos e principalmente italianos para o Brasil, especialmente no sul do país. Vale ressaltar que o Brasil passava por dificuldades na obtenção de mão-de-obra após a abolição da escravatura.

Em 1891 os primeiros imigrantes italianos que haviam embarcado em Gênova na Itália chegaram ao Rio de Janeiro, passaram por Desterro, Laguna e com um trem da Estrada de Ferro Dona Teresa Cristina chegaram a Pedras Grandes, de onde em carro de boi chegaram a Urussanga, e por fim até a tão esperada terra ainda sem nome.

O grupo de imigrantes era composto de mais ou menos 100 famílias, provenientes das províncias italianas de Veneza, Treviso, Ferrara e Bérgamo. No início a localidade era conhecida como Nova Belluno, nome que foi sugerido por Marta Savaris, uma das imigrantes, devido à semelhança do local com o relevo de Belluno, na Itália.

Nova Belluno foi recortada em glebas (pedaços de terra), que eram vendidas para os imigrantes, trazidos por uma companhia colonizadora a Cia. Colonizadora Metropolitana. Os colonos pagariam a longo prazo 600$000 réis (seiscentos mil reis), acrescido de 14$500 réis, o custo de dois machados, uma foice e uma enxada. Suas contas eram registradas em um livro de contabilidade, que lhes custava 1$000 réis.

Trajeto feito pelos imigrantes até Siderópolis, conta-se que foram 36 dias de viagem.

No começo do século XX foram descobertas grandes reservas de carvão mineral no solo da região. As primeiras mineradoras começaram a se instalar, dentre elas a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que explorou a região entre 1940 e 1980. Em homenagem à CSN o distrito passou a chamar-se Siderópolis, a partir da década de 1940, sendo um distrito de Urussanga. A partir de então teve início um movimento pela emancipação de Siderópolis, que culminou no dia 19 de dezembro de 1958, quando o então governador do Estado de Santa Catarina, Heriberto Hülse, assinou a lei n.º 380, desmembrando Siderópolis do município de Urussanga, ficando assim a cidade politicamente emancipada e jurisdicionada à comarca de Urussanga.

A presença italiana foi tão forte que atualmente grande parte da população é bilíngue, mantedora dos dialetos italianos.

Economia

Com a grave crise do carvão em 1980, o município retornou à atividade agrícola como base econômica. Hoje possui uma destacada produção de carne, principalmente de aves e suínos, e importante produção de culturas como banana, arroz, feijão, café, mandioca, milho e fumo. No setor industrial destacam-se a indústria química, serralherias, metalúrgicas e as remanescentes minas de extração de carvão.

Remessas externas também são uma importante fonte de divisas para o município. Siderópolis é uma grande exportadora de mão-de-obra, principalmente para as indústrias de sorvetes da Alemanha e da Itália, dado que uma considerável parte da população possui dupla cidadania italiana.

Turismo

Além do turismo ecológico no costão da Serra do Rio do Rastro, onde fica localizado o Balneário Ghellere, um complexo turístico com parque-aquático, pousada e restaurante típico italiano, as duas principais atrações turísticas são a Festa do Colono e os passeios de Maria-fumaça.

Festa do Colono

A tradicional Festa do Colono, que acontece anualmente desde a decada de 80 na primeira quinzena de agosto, atrai vários moradores de outras cidades da região.

O intuito da festa é celebrar a colonização italiana, os quais desempenharam um trabalho arduo no campo, gerendo o desenvolvimento que proporciona a cidade nos dias de hoje uma posicao no ranking dos maiores produtores de galinha e banana. No ano de 2006, aproximadamente 60 mil pessoas compareceram à festa. No dia seguinte apos o ultimo dia de festa, um misterioso roubo leva todo o dinheiro que a prefeitura arrecadou para o municipio, o crime nunca foi resolvido, o que envolve grandes boatos ate os dias atuais.

Maria-fumaça

Os passeios de Maria-fumaça (tradicional locomotiva a vapor), na Ferrovia Teresa Cristina saindo de Tubarão e seguindo para Siderópolis, possibilitam uma visão diferente da vegetação e das antigas estações ferroviárias da região.

Quem nasce em Siderópolis é sideropolitano
Fonte: Wikipédia
Previsão do tempo em Siderópolis/SC

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